Educação

Professores de inglês criticam Seduc por reduzir carga horária: 'alunos serão afetados'

Por Agnaldo Araujo
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09/02/2018 09h40 - Atualizado há 1 semana
A Associação de Professores de Língua Inglesa do Tocantins (Aplitins) criticou a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) pela redução da carga horária da disciplina de inglês na rede estadual de ensino. A Associação afirmou, em nota pública divulgada na terça-feira (6), que a medida prejudica a formação dos alunos, causa déficit na carga horária dos professores e desvaloriza os profissionais. A nova estrutura curricular entrou em vigor no ano letivo de 2017 e desde então a Aplitins cobra uma solução por parte do Estado. Com a alteração, a Seduc retirou uma aula do 9º ano e quatro aulas no ensino médio diurno (uma aula na 1ª série) e no noturno (três aulas, uma em cada série), totalizando cinco aulas. Em contrapartida, ocorreu o acréscimo de uma aula na educação infantil – do 1º ao 5º ano – e duas na Educação para Jovens e Adultos (EJA). Desde o início de 2017 que a Associação pede esclarecimentos à Seduc sobre o motivo da redução da carga horária, uma vez que os professores do ensino fundamental II – 6º ao 9º ano – e ensino médio (profissional de letras/inglês) não são os mesmos da educação infantil (pedagogos). FALTA DE CARGA HORÁRIA Para a Aplitins, a nova estrutura não garante a carga horária aos estudantes e nem aos professoresOs professores dos anos finais e ensino médio não conseguem completar suas cargas horárias, visto que a atuação nos anos iniciais é de competência do pedagogo e não do profissional de letras/inglês", afirma. A nota ressalta que os anos iniciais estão sendo municipalizados, desta forma, os professores efetivos do Estado não poderão atuar nas escolas municipais e o professor pedagogo, em virtude de sua formação, não está apto a ensinar a língua inglesa. DESMOTIVAÇÃO A situação tem causado desmotivação nos professores, segundo a Aplitins. "O ano letivo de 2018 já se iniciou e os professores estão desmotivados por terem que atuar em outras disciplinas e, muitas vezes, em escolas diferentes a fim de completar suas cargas horárias, dificultando o trabalho e a mobilidade, fatos que configuram a desvalorização desses profissionais já submetidos a rotinas fatigantes”, pontua. Em resposta à Associação, a Seduc informou que manteve a mesma carga horária anterior e disse que houve apenas uma ‘redistribuição’ das aulas na educação básica regular. Mas a Aplitins não considera benéfica a 'redistribuição de aulas' sob a alegação da introdução da disciplina de língua inglesa nos anos iniciais à custa do prejuízo dos alunos dos anos finais e ensino médio, bem como de docentes devidamente habilitados. “Entendemos que a Seduc, ao adotar tais medidas, adere a uma formação precária de alunos que tiveram redução de aulas e aos professores que terão que ministrar aulas de língua inglesa nos anos iniciais sem formação adequada para tal”, afirma. A associação esclareceu ainda que após a resposta da Seduc ao ofício enviado no 1º semestre de 2017, esteve com a equipe responsável pela elaboração desta nova carga horária. “A Seduc ouviu nossas reinvindicações e nos prometeu analisar os encaminhamentos feitos pela Aplitins, juntamente à secretária Wanessa Zavarese Sechim. Desde então, temos aguardado uma posição favorável, mas ainda não obtivemos resposta”, pontua. A reportagem também solicitou um posicionamento da Seduc e aguarda resposta. Veja a manifestação completa da Aplitins aqui. (Com alterações - Araguaína Notícias)

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