Investigação

Detran afasta servidores e suspende atividades de fabricantes de placas e despachante em Araguaína

A Comissão terá o prazo de 60 dias para concluir a apurações dos fatos

Por Redação 4.332
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28/02/2020 11h50 - Atualizado há 6 meses
GAECO investiga suposta fraude na emissão de documentos de veículos

O Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran-TO) instaurou processo administrativo disciplinar contra vários servidores públicos lotados na Ciretran de Araguaína e também contra um despachante e duas empresas fabricantes de placas. As portarias estão assinadas pelo presidente do órgão, Cláudio Alex Vieira, e foram publicadas no Diário Oficial desta quinta-feira (27).

Todos os alvos são investigados na Operação Dolos, deflagrada pelo Gaeco - Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Tocantins (Gaeco/MPTO), no dia 12 de fevereiro, que apurar supostas fraudes na emissão de documentos para veículos roubados e furtados. 

PROCESSO ADMINISTRATIVO

São alvos de processo administrativo disciplinar os servidores Raimundo Valci dos Reis Araújo, José Carlos Rodrigues, Wesley Oliveira CunhaDanilo Valadares Nascimento Cosmo Silva de Vasconcelos, além do despachante Robson Dias Lima. A empresa credenciada Despachante Araguaia também será investigada no processo administrativo.

Além da instauração de processo administrativo, o Detran ainda afastou das funções pelo prazo de 60 dias os servidores Wesley Oliveira, José Carlos e Raimundo Valci.

SUSPENSÃO DAS ATIVIDADES

O Detran também determinou a suspensão das atividades pelo prazo de 90 dias do despachante Robson Dias Lima e da empresa credenciada Despachante Araguaia.

As duas fabricantes de placas investigadas na operação terão as atividades suspensas por 60 dias, sendo as empresas Indústria de Placas Araguaia e Norte Fabricação de Placas. Elas também são alvos de processo administrativo disciplinar.

A Comissão terá o prazo de 60 dias, prorrogável por igual período, para concluir a apurações dos fatos. Os servidores podem ser excluídos do serviço público e as empresas podem ter o credenciamento cassado.

ENTENDA

O Gaeco cumpriu mandados de prisão preventiva contra sete pessoas e busca e apreensão em 12 endereços nas cidades de Araguaína, Tocantinópolis e Wanderlândia durante a operação que investiga supostas fraudes na emissão de documentos para veículos roubados ou furtados.

Segundo a investigação, o grupo abria processo de primeiro emplacamento junto ao Detran-TO utilizando-se de chassi clonado, notas fiscais falsificadas e dados pessoais de vítimas que eram cadastradas como proprietárias desses automóveis. Servidores do Detran que supostamente integram a organização auditavam os processos e emitiam o Certificado de Registro de Veículo (CRV).

Ainda segundo os investigadores, no processo de emplacamento, o grupo clonava o chassi de veículos novos, que por vezes ainda estavam na concessionária e que possuíam as mesmas características do automóvel roubado ou furtado.

As placas e os lacres eram enviados do Tocantins para os estados onde os veículos se encontravam, para que lá fossem afixados. Depois de “esquentados”, os automóveis estariam aptos para serem revendidos.

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