Sabrina Thamara

Enfermeira de Araguaína volta para casa após atuar em missão humanitária no RS e conta experiência

"Muitas pessoas só precisavam de um abraço ou de uma conversa", relatou.

Por Redação 2.194
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25/06/2024 14h30 - Atualizado há 3 semanas
Sabrina Thamara

Notícias de Araguaína - A enfermeira Sabrina Thamara, moradora das cidades de Araguaína e Santa Fé do Araguaia (TO), se destacou recentemente ao atuar como voluntária em uma missão de ajuda humanitária durante as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul. As inundações foram classificadas pelo governo gaúcho como "a maior catástrofe climática" da história do estado.

Sabrina, que integra a Força Nacional do SUS, decidiu prontamente participar da operação de socorro, mesmo sem saber o que exatamente encontraria pela frente. “Sabia que, através da minha profissão, poderia ajudar aquelas pessoas que tanto precisavam e necessitavam, diante de um desastre natural. Disse sim ao desafio porque sabia da importância da nossa presença lá”, relatou Sabrina.  

Durante 15 dias, Sabrina trabalhou ao lado de uma equipe multidisciplinar composta por enfermeiros, médicos, técnicos e psicólogos. Ela descreveu o cenário como uma verdadeira "zona de guerra".

Deixando o conforto de casa, filhos, familiares e o emprego, Sabrina destacou a união do grupo como essencial para enfrentar os momentos de cansaço e tristeza. “O que fez toda a diferença foi conhecer essas pessoas especiais, que surgiram para apoiar uns aos outros nos momentos mais difíceis. Sem essa união, nada seria possível”, afirmou.

A experiência na missão revelou a importância do apoio emocional às vítimas. “Durante as visitas, muitas pessoas só precisavam de um abraço ou de uma conversa para se sentirem melhor, pois a dor era mais psicológica do que material", explicou Sabrina. Ela ainda enfatizou que o acolhimento emocional muitas vezes foi mais eficaz do que qualquer tratamento medicamentoso.

Sabrina relatou que o impacto da ajuda humanitária foi profundo. “Foram tantos relatos de pessoas chorando e se emocionando, que perderam tudo - casas, documentos, bens materiais e objetos pessoais com valor afetivo”, disse.

Ela expressou gratidão aos gaúchos pela acolhida e pela oportunidade de contribuir para a reconstrução da vida das pessoas afetadas. “Sou grata aos gaúchos, que me receberam e me trataram muito bem”, finalizou.

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