Senadora

Vice de Ciro, Kátia condena trabalho escravo e opina sobre armamento no campo

Por Agnaldo Araujo
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04/09/2018 08h37 - Atualizado há 2 anos
Kátia Abreu na Globo News
A senadora Kátia Abreu e candidata a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes (ambos do PDT), reforçou ser contrária à divulgação da lista dos autuados por prática de trabalho escravo. Ela defendeu, porém, punição 'na hora' para o produtor que for flagrado com 'menor trabalhando' ou pessoas 'impedidas de sair da propriedade'.

As afirmações da candidata foram durante entrevista à GloboNews. Na ocasião, Kátia Abreu comparou a lista a um 'apedrejamento'. "Ela [a lista] é uma condenação antecipada, é um apedrejamento antecipado, que Jesus Cristo, há 2 mil anos, evitou que acontecesse em praça pública”, afirmou.

A lista aponta casos em todo o Brasil e, no dia 11 de abril deste, o levantamento do Ministério do Trabalho mostrou que quatro fazendeiros do Tocantins mantinham 30 trabalhadores em condições análogas à escravidão. Ainda na entrevista, a senadora também destacou as vedações aos produtores após a lista ser divulgada. "Ninguém aprova o trabalho escravo nem degradante. É colocar na lista pública a questão de condenação administrativa. Não é só uma informação [...]. Nesta lista os produtores são proibidos de vender gado aos frigoríficos, quem produz açúcar é proibido de vender cana às usinas, quem produz soja é proibido de vender para as traders que compram soja. Então não é simplesmente uma listinha, é uma condenação antecipada", explicou a candidata.

Kátia Abreu também disse ser preciso combater a 'perseguição' e o 'abuso de autoridade' nas investigações do Ministério Público do Trabalho. "Existe, e nós precisamos corrigir, exageros de todos os lados. Tanto dos produtores rurais, nós temos que corrigir cada vez mais esta questão do trabalho degradante, as condições físicas de trabalho, como também nós precisamos combater a corrupção, a perseguição e o abuso de autoridade dentro do Ministério Público do Trabalho", afirmou.

ARMAS NO CAMPO Kátia Abreu também afirmou ser contra alterar a legislação sobre porte de armas, mas defendeu que moradores da área rural possam requerer uso de armamento 'em casos extremos'. "Existe um item que fala que a Polícia Federal exige - e graças a Deus que exige - uma justificativa para você ter arma. [...] Eu acredito que [deva ser mantida] a mesma legislação sem alterar nada, em casos extremos, de distâncias, de lugares muito abandonados, como é praticamente todo o campo brasileiro [...]", disse. Apesar de sua defesa, Kátia Abreu disse ser contra o uso da arma para outros fins. "O campo não tem 190, não tem radiopatrulha, não tem nada. Agora, sou radicalmente contra enfrentamento com milícias, com índios, com sem-terras, guerra no campo", disse Kátia Abreu. LEALDADE A senadora disse também que para ser sólido e tranquilo, um presidente deve ter um vice-presidente leal. "O governo para ser sólido e ter tranquilidade, ele tem que ter um vice-presidente leal, um vice-presidente que lhe dê conforto para trabalhar. Ele não pode ficar 24 horas assustado, com uma conspiração ou qualquer tipo de traição.” A rodada de perguntas foi mediada por Heraldo Pereira, Miriam Leitão, Fernando Gabeira, Gerson Camarotti, Merval Pereira, Cristina Lobo e Andréia Sadi. Outros pontos da entrevista da candidata a vice-presidente podem ser conferidos aqui.

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