Araguaína

Detento tem pena reduzida em 5 anos por trabalhar como padeiro no presídio Barra da Grota

Com a remição da pena, o detento sairá da prisão em 2033. Ele é solteiro e pai de um filho.

Por Redação 1.030
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14/08/2019 08h58 - Atualizado há 1 semana
Padaria do presídio Barra da Grota

O detento Lucas da Silva Lima, de 24 anos, terá a pena reduzida em cinco anos por trabalhar como padeiro no presídio Barra da Grota, em Araguaína, e sairá da prisão em 2028. Ele é solteiro e pai de um filho.

Lucas cumpre pena por latrocínio (roubo seguido de morte) e, sem a remição da pena, iria sair da prisão somente em 2033. Antes da prisão, ele trabalhava como mecânico e agora já vê a possibilidade de mudar de profissão.  

Nunca imaginei que ia me identificar tanto com uma profissão. Me sinto bem como padeiro. Gostaria de fazer mais cursos na área para me aprimorar”, revela Lucas.

Ele aprendeu o novo ofício dentro da prisão, em 2018, em uma das três turmas do curso de panificação, oferecido pela Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), em parceria com a Embrasil Serviços, empresa responsável pela cogestão da unidade prisional.

Os alunos são escolhidos por uma equipe multidisciplinar composta por chefe de segurança, psicólogos e assistentes sociais, seguindo critérios como grau de periculosidade e alfabetização.

Lucas é um dos cinco reeducandos que trabalham na cozinha do presídio Barra da Grota na produção de pães, bolos, tortas e salgados consumidos pelos próprios internos.

Não produzo apenas pães e bolos, mas novas perspectivas para a minha vida. Me sinto uma pessoa digna, mesmo estando preso”, declara Lucas.

Com carga horária de 180 horas, o projeto de ressocialização Fermento da Liberdade compreende aulas teóricas e práticas seguindo as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental. Ou seja, além de aprender a planejar uma produção e fabricação, os detentos colocam, literalmente, a mão na massa e são responsáveis por produzir mais de 480 lanches todos os dias.

O principal objetivo do curso de panificação, conforme explica Suellem Carvalho Cândido, responsável pelos projetos de ressocialização no presídio, é capacitar e reintegrar os apenados ao mercado de trabalho, dando-lhes a oportunidade de uma nova perspectiva de vida quando conquistarem a liberdade.

Para incentivá-los, há remição de um dia da pena a cada 12 horas de aprendizado. Alguns deles, como Lucas, ganham um terço de um salário mínimo, valor pago pela Polenta Alimentação, empresa terceirizada responsável pela cozinha e panificação da unidade prisional.

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