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Eduardo Siqueira acusa governador Marcelo Miranda de praticar pedaladas com descontos salariais de PMs

Agnaldo Araujo - | - 576 views
Foto: Divulgação
O Governo do Estado não estaria repassando o desconto efetuado nos salários dos PMs mortos

O Governo do Estado do Tocantins estaria retendo os descontos efetuados nos salários dos policiais militares que deveria ser destinado às viúvas, as quais perderam os seus maridos em serviço ou em acidente. A situação foi denunciada pelo deputado Eduardo Siqueira Campos (DEM), durante sessão na Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (26/04).

De acordo com o deputado, de 11 viúvas com direito a receber o Pecúlio, (que é o desconto no salário de cada policial militar que é repassado às viúvas), os recursos de apenas cinco foram repassadas às beneficiárias. “Isso é grave, é gravíssimo, porque sai do bolso do policial militar e não é repassado ao fundo”, protestou.

Ainda segundo Eduardo, os descontos estão ocorrendo de fato, mas os recursos não estão chegando às viúvas. “É apropriação indébita, é pedalada”, afirmou o deputado.

Fundação PM

Eduardo Siqueira também destacou que os recursos que deveriam ser destinados à Fundação PM, responsável por administrar convênios com farmácias, postos de combustíveis, supermercados, que proporcionam os policiais a comprarem com preços menores, também não estão sendo repassados pelo Governo do Estado.

Conforme relatado, os policiais possuem um cartão de crédito para essas compras, o FAM-Card. Mas estão passando por constrangimentos ao chegarem atualmente para realizar as compras, pois estão sendo informados pelos empresários que os pagamentos não estão sendo feitos, e os comércios estão se descredenciando. “Pergunto ao Comandante da Polícia Militar, há quantos meses esse recurso está sendo recolhido e não está sendo repassado ao Fundo?”, frisou.

O deputado denunciou também que os militares que negociaram com bancos o recebimento de suas indenizações conseguidas na Justiça, também estão sendo negativados pelos bancos, em virtude de o Estado não estar repassando os valores das parcelas às instituições. “Pra que aumentaram os impostos então? Não dava para retornar o pagamento dos salários para o dia primeiro?”, questionou.

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