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Escola tradicional de Araguaína com melhor índice no Ideb será fechada por falta de reforma

Agnaldo Araujo - |
Foto: AF Notícias
A escola deve fechar no final de 2017

Agnaldo Araujo // AF Notícias

Após mais de 60 anos prestando relevantes serviços à educação em Araguaína, a Escola Paroquial Sagrado Coração de Jesus será fechada no final de 2017. A decisão é do conselho que orienta as atividades da unidade e deixou pais e alunos preocupados. A unidade de ensino foi criada em 1955 e atualmente conta com cerca de 691 estudantes.

Em um comunicado, o diretor provincial da Congregação Orionita Pequena Providência, padre Josumar dos Santos, afirma que o fechamento é devido à deterioração do prédio. “Tenho ciência de que o fechamento da Escola Paroquial Sagrado Coração de Jesus vai gerar tristeza em parte da população de Araguaína, mas por outro lado temos certeza de que a decisão visa preservar a integridade física de todos que frequentam a escola”, disse.

No entanto, os pais não querem que a unidade de ensino feche. Márcio Altina De Oliveira, pai de aluno, destacou que o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação) da escola é maior do que de escolas municipais e estaduais da cidade. “Estamos lutando por essa causa não apenas porque temos filhos na escola, mas pela história desde sua criação até os dias de hoje. Estamos pensando nas futuras gerações”, disse Márcio.

O padre, por sua vez, ressaltou que ao longo dos anos, a escola desempenhou um papel de grande relevância em prol da educação de Araguaína, em parceria com o governo do Estado. “Por outro lado, pelo fato dos diversos convênios firmados ao longo do tempo não permitirem reformas estruturais na escola, o mesmo prédio foi se deteriorando, não mais atendendo às normas de segurança, o que por força das circunstâncias, nos obriga a interditá-lo para o funcionamento de escola”, disse.

O diretor relembrou que a manutenção do prédio era feita com dinheiro da taxa escolar paga pelos pais dos alunos. No entanto, essa taxa foi extinta pela própria Secretaria de Educação por entender que a cobrança feria a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que prevê a educação pública e gratuita para todos. “A mesma proibição acelerou o processo de deterioração da estrutura física do prédio, tornando-o, no momento, inadequado para atender a comunidade estudantil”, disse.

O padre ressaltou ainda que a decisão do conselho em fechar a escola não foi fácil. “Acreditamos ter cumprido nossa missão ao longo de mais de 60 anos e temos que ter coragem de tomar atitudes duras como esta, cientes de que o Estado tem espaço físico disponível para acolher os alunos, cumprindo a missão que constitucionalmente lhe cabe”, pontuou.

Apesar do fechamento, o padre Josumar destacou que a atuação da paróquia no campo da educação gratuita aos adolescentes e crianças de Araguaína continuará a ser desenvolvido através de convênio com o Governo do Estado na Escola Paroquial Luís Augusto. Ele também alertou as autoridades estaduais para modernizarem a estrutura física desta escola para que ela também não venha a fechar num futuro próximo.

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