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Halum diz que foi assediado para votar a favor de Michel Temer e contra denúncia

Agnaldo Araujo - |
Foto: Cleia Viana / Câmara dos Deputados
Deputado César Halum

O deputado federal do Tocantins César Halum (PRB) afirmou que foi assediado na Câmara para votar a favor do presidente Michel Temer (PMDB) e contra a segunda denúncia, por obstrução de justiça e organização criminosa. As informações do parlamentar foram dadas à Folha de S. P.

Halum foi um dos seis deputados tocantinenses que apoiaram o presidente. Ele afirmou que foi abordado pelo líder do seu partido na Câmara Federal, Cleber Verde (MA), para salvar Temer. “O líder do meu partido que me fez vários apelos, veio perguntando o que eu precisava”, disse ao lembrar do assédio para que ele mudasse de opinião. Halum votou contra Temer na primeira denúncia analisada pelos deputados federais no mês de agosto, por corrupção passiva.

As ofertas para Halum mudar de lado foram além. Ele disse que o líder de seu partido também questionou se o deputado não gostaria de reaver os dois cargos que havia perdido nos Correios e na Secretaria da Pesca, após votar contra Temer na denúncia anterior.

“O meu líder veio me perguntar se eu tinha interesse em voltar os cargos. Eu disse: nenhum. Eu não quero porque, quando eu arrumo emprego para um, dez ficam com raiva de mim porque não coloquei os outros. Nunca fiz política achando que emprego que vai me dar voto“, afirmou o deputado.

O parlamentar relatou também ter sido sondado a respeito da liberação de emendas. Assim como nos outros assédios, ele garantiu que recusou.

“Muita gente me procurava [com] negócio de emenda: ‘Liberou emenda para você?’. Olha, para mim, escutei muito essa tratativa aí, comigo eu não tenho essa preocupação porque eu não fico procurando nada extraordinário. Tem a lei que diz que eu tenho as minhas emendas impositivas, então paga as minhas. Se não pagar, eu vou no STF [Supremo Tribunal Federal] e faço pagar. É lei, impositiva, né não?“, ponderou o parlamentar.

Apesar das abordagens, César Halum disse que não votou para salvar Temer por causa das vantagens apresentadas, mas por acreditar ser o ‘mal menor’. “Não fui no aspecto ‘ah, a denúncia não tem consistência, tem, não tem’. Não olhei por este lado. Olhei, no momento agora, qual que era o mal menor. Acho que meu voto define assim: eu votei pelo mal menor. Uma mudança agora seria uma mudança muito grande“, frisou.

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