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Ex-apresentadora do Jornal Nacional é pré-candidata à presidência da República

Por Agnaldo Araujo
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22/09/2017 16h32 - Atualizado há 2 semanas
Longe da televisão desde 2014, quando apresentou um especial no canal pago Viva, Valeria Monteiro anunciou que pretende se candidatar à Presidência da República nas eleições do ano que vem. Em entrevista ao UOL, a jornalista de 52 anos --que também é conhecida como a primeira mulher a assumir a bancada do 'Jornal Nacional', em 1992-- explicou que, a princípio, a ideia é fazer uma campanha independente como ativista política. Ela disse ainda que está conversando com alguns partidos, mas que ainda é cedo para falar sobre "bandeiras". "Estou procurando um partido que me dê uma plataforma para me candidatar à presidência, em 2018. Quero fazer uma candidatura como ativista política", contou ela. "Tenho até pelo menos o final do ano para encontrar uma plataforma adequada. Posso me filiar até abril. Por enquanto é uma pré- candidatura independente, que busca apoio popular antes de tudo. Há uma lista de temas a serem levados em debate com a sociedade, mas acho que ainda não dá para falar de bandeiras, antes que comece a campanha em si", completou. Questionada se a falta de experiência poderia lhe prejudicar, Valeria foi enfática: "Espero que minha independência possa ressoar e ganhar força. Sou inexperiente, mas aprendo rápido", garantiu. Ativa nas redes sociais, Valeria demonstra preocupação com a atual crise política no Brasil. "Estou muito preocupada com o resultado da soma entre a corrupção sistêmica e o desinteresse dos governantes por aqueles a quem deveriam representar. A nossa descrença é nossa sentença de marginalização e empobrecimento como nação. Como confiar que um dia veremos um grande espetáculo se os atores são canastrões e a peça é a que sempre aplicam na gente?", questiona. A ex-apresentadora também é crítica ao presidente Michel Temer: "Temer pode não ter dado um golpe, mas governa sem legitimidade", resumiu. Valeria Monteiro, 52, foi âncora do "Jornal Nacional" no início da década de 90. Passou ainda pelo "Fantástico", "Jornal Hoje" e o "RJTV". Depois de deixar a Globo, foi morar nos Estados Unidos, onde passou nove anos. Trabalhou na WNBC, emissora da rede NBC em Nova York, e pelo canal Bloomberg, até que conseguiu uma vaga de roteirista em uma produtora independente. Fez cinco pré-roteiros de uma série sobre acidentes aéreos, mas com a tragédia de 11 de setembro de 2001, afirma que "todo trabalho virou pó". A jornalista voltou ao Brasil em 2002 e se dedica a sua produtora em Campinas. (Gilvan Marques/ UOL)

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