Irregularidades na prefeitura

MPE investiga servidores fantasmas e sumiço de sete veículos na Prefeitura de Carmolândia

Por Agnaldo Araujo
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15/03/2017 09h24 - Atualizado há 1 semana
O Ministério Público Estadual instaurou inquérito civil para investigar uma série de irregularidades supostamente praticadas na Prefeitura de Carmolândia (TO), a cerca de 35 km de Araguaína. O extrato da portaria foi publicado no Diário Oficial do MPE desta terça-feira (14/03). O inquérito vai apurar a denúncia de que, em outubro de 2016, vários pacientes com casos de urgência e emergência teriam sido transportados em um veículo Fiat Strada para o hospital do município. Isso porque, segundo a denúncia, as duas ambulâncias do Município estavam paradas para reparo, uma delas há mais de 5 meses e a outra há mais de 30 dias. Sumiço de veículos O MPE vai investigar também o paradeiro de veículos doados à Prefeitura. Segundo as informações, o Município teria recebido da Receita Federal 7 veículos de passeio, 1 caminhão e 1 motocicleta, mas somente o caminhão e a moto teriam chegado à cidade. Os demais veículos teriam ficado em Goiânia (GO) para vistoria e alguns reparos há mais de ano. Servidores fantasmas A promotoria também vai investigar a existência de servidores fantasmas no Município. Segundo a denúncia, há um servidor concursado como técnico de enfermagem, mas que não prestava serviços ao município por ser policial afastado. Ele retornou à atividade da Polícia Militar, mas depois pegou afastamento para aposentadoria e recebia salário dos dois órgãos. Já outro servidor concursado como vigia teria se afastado do cargo para trabalhar em Araguaína, mas continuava sendo remunerado pelo Município de Carmolândia. Ele teria uma remuneração de R$ 1.050,00, porém não prestava serviços na Prefeitura ou em qualquer órgão público. O servidor ainda passava vários dias numa chácara em um assentamento, mas recebendo salário dos cofres públicos municipais sem a devida contraprestação de serviço. As investigações estão à cargo da 6ª Promotoria de Justiça de Araguaína. Caso comprovada as denúncias, os servidores e gestores serão obrigados a devolver os recursos aos cofres públicos.

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