Caso em Nova Olinda

Adolescente com paralisia cerebral engravidou do primo de 13 anos após estupro e abortou

Garoto de 13 anos foi ouvido, mas negou envolvimento nos fatos.

Por Redação 1.839
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04/08/2022 16h56 - Atualizado há 5 dias
Cidade de Nova Olinda

A Polícia Civil concluiu, nesta quarta-feira (03), o inquérito policial instaurado para apurar as circunstâncias do estupro sofrido por uma adolescente de 15 anos que tem paralisia cerebral em Nova Olinda, no norte do Tocantins. Os abusos resultaram em uma gravidez que foi interrompida com previsão legal.

A investigação revelou que os atos foram praticados por um primo da vítima, de 13 anos de idade, provavelmente no início deste ano. “Tão logo fomos informados da ocorrência, iniciamos as investigações na tentativa de esclarecer a autoria dos fatos”, disse o delegado Charles Arruda.

Ainda conforme o delegado, a mãe da vítima procurou a delegacia de Nova Olinda com exames comprobatórios em mãos e informou que sua filha estava grávida e havia sido vítima de estupro, pois não possui qualquer discernimento para a prática de ato sexual.

A adolescente é totalmente dependente da mãe para a realização das tarefas mais simples, uma vez que não fala e tem dificuldade de locomoção.

Com base nos relatos colhidos, abrimos o inquérito policial e, após uma exaustiva investigação e apoio das equipes do Instituto de Genética Forense, foi possível confrontar os materiais genéticos dos suspeitos, do feto e da vítima, sendo possível apontar que um primo da adolescente seria o autor do ato infracional de estupro que culminou na gravidez da menina”, disse o delegado.

O adolescente de 13 anos foi ouvido, mas negou envolvimento nos fatos. No entanto, os exames comprovaram que ele era o pai do filho que a adolescente esperava. O inquérito foi concluído e enviado à Justiça

Conforme o delegado Charles, o menor apontado como o autor do ato infracional pode sofrer uma medida socioeducativa e ser internado por até três anos.

Para o delegado Charles, a elucidação dos fatos é importante para que as devidas medidas sejam tomadas. “Trata-se de um fato gravíssimo, pois foi praticado contra uma adolescente com necessidades especiais e, portanto, totalmente vulnerável”, finalizou.

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