Paraíso

Homem engana amigo incapacitado ao longo de 10 anos para ficar com benefício previdenciário

Ele recebeu o benefício previdenciário no lugar amigo ao longo de 10 anos.

Por Redação 1.237
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16/04/2024 15h58 - Atualizado há 1 mês
Autor foi indiciado

Notícias do Tocantins - A Polícia Civil concluiu, nesta terça-feira (16), o inquérito que apurava uma fraude cometida por um homem contra o próprio amigo e sua família por mais de 10 anos, em Paraíso do Tocantins. 

Indiciado pela Polícia Civil, o homem irá responder pelo crime de apropriação indébita majorada. Se condenado, pode pegar até cinco anos de prisão. 

Conforme o delegado José Lucas Melo, responsável pelo caso, a vítima, de 42 anos, foi declarada incapaz para exercício do trabalho e fazia jus ao recebimento de um benefício previdenciário. Assim, em 2008, o autor do crime, atualmente com 46 anos, foi constituído curador do rapaz, em razão da proximidade dele com a família, e ficou responsável pelo recebimento do benefício.  

“Ocorre que, ainda em 2008, o sujeito informou para a família do amigo que o benefício teria sido negado e seria preciso recorrer da medida. Desta forma, o criminoso permaneceu por 10 anos recebendo os valores do benefício e não repassando a quem de direito”, disse o delegado. 

Neste período, a vítima se manteve com a ajuda de familiares. Para conseguir as assinaturas e renovar o benefício, o homem sempre dizia que eram documentos necessários para tentar obter o benefício (que já recebia sem que ninguém soubesse). O valor do prejuízo causado é de mais de R$ 180 mil.

Regularização 

Após a regularização, a vítima passou a receber o benefício previdenciário que antes estava sendo desviado pelo amigo. 

O delegado José Lucas classificou a ação da Polícia Civil como extremamente eficaz e humanitária, visto que a vítima, sem saber que estava sendo enganada pelo amigo há mais de 10 anos, passou por inúmeras dificuldades financeiras. 

“Trata-se de um caso emblemático, onde o autor se valeu da confiança que a vítima nele depositava e o enganou por uma década, mesmo sabendo que o dinheiro do benefício previdenciário era vital para o sustento da vítima, a qual precisou recorrer a ajuda dos familiares para poder se manter”, finalizou o delegado.   

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