Liberdade provisória

Justiça solta 3 investigados na operação que apura comércio ilegal de armas de fogo em Araguaína

Eles deverão cumprir uma série de medidas cautelares determinadas pelo juiz.

Por Conteúdo AF Notícias 1.225
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11/06/2024 13h10 - Atualizado há 6 dias
Pessoas presas na operação da Polícia Civil.

Notícias do Tocantins – A Justiça Estadual do Tocantins revogou a prisão preventiva de três homens investigados na Operação Clandestino, que apura o comércio ilegal de armas de fogo em Araguaína.

As investigações começaram em outubro de 2023 depois que um dos investigados registrou boletim de ocorrência pela internet sobre o roubo de duas armas e munições. Contudo, a Polícia Civil descobriu que não houve o crime e que a pessoa registrou o caso de forma falsa, a fim de viabilizar a venda das armas no comércio ilegal.

O pedido de revogação da prisão foi feito pelo advogado criminalista Maurício Araújo, que defende os três acusados: o professor de jiu-jítsu Ivanildo Costa, popular Fein; o empresário Maxsul Alves da Silva e o vidraceiro Raimundo de Sousa Costa. A defesa argumentou que não estavam mais presentes os motivos que fundamentaram o decreto de prisão preventiva.

Conforme as investigações, Raimundo Costa registrou ocorrência relatando ter sido vítima de um suposto roubo no dia 30 de outubro de 2023, oportunidade em que teria tido duas armas de fogo e munições subtraídas.

Porém, a investigação da polícia “descartou a ocorrência do crime de roubo e, a suposta vítima Raimundo, confessou ter registrado falsamente o boletim pela internet e que, na verdade, as armas foram vendidas. O acusado já havia registrado outro boletim do extravio de outra arma de fogo, (Pistola Taurus em 12 de janeiro de 2022). Com a prévia autorização do requerente Raimundo, os agentes de polícia civil tiveram acesso às mensagens anexadas no seu aparelho celular, as quais dava conta que a suposta arma de fogo ‘subtraída’, em verdade, havia sido negociada pelo valor de R$ 4.000,00 (quatro mil) reais”.

Conforme a polícia, em 8 oportunidades, Raimundo efetuou o comércio ilegal de armas de fogo, entre os meses de dezembro de 2021 e abril de 2024, fazendo a negociação do armamento com Sebastião Castro da Silva, Ivanildo Costa Silva e Maxsuel Alves da Silva Viana.

Decisão pela Soltura

Ivanildo Costa teve a prisão revogada há cerca de 15 dias. Já a decisão que coloca os acusados Maxsul Alves da Silva e Raimundo de Sousa Costa em liberdade saiu nesta segunda-feira (10/6).

Os investigados deverão cumprir as seguintes medidas cautelares:

- Comparecer mensalmente em juízo para informar e justificar suas atividades, iniciando-se a partir do próximo mês (sempre no dia 10);

- Comparecer em todos os atos do processo quando estiver devidamente intimado;

- Proibição de ausentar-se da Comarca e/ou mudar de endereço, sem prévia autorização do juízo, quando a permanência seja conveniente ou necessária para a investigação ou instrução;

- Proibição de manter contatos com qualquer um dos acusados decorrente da operação “Clandestinos”, bem como vítimas e testemunhas referente ao caso;

- Proibição de manter ou obter licença para a posse ou porte de arma de fogo ou munições.

Em caso de descumprimento das medidas, os acusados poderão ter novamente a prisão preventiva decretada com base no art. 282, parágrafo 4º do CPP.

Maxsuel Alves da Silva e Raimundo de Sousa Costa também tiveram o registro de posse e porte de armas e munições suspensos e estão proibidos de obter novas licenças.

Operação Clandestino

Na operação, 14 pessoas foram detidas suspeitas de envolvimento no esquema de comércio ilegal de armas de fogo. Quatro delas acabaram sendo presas. Entre os investigados está o sargento da Polícia Militar e diretor de 18 clubes de tiros Joemil Miranda da Cunha, que segue preso no 2º Batalhão da PM em Araguaína.

As armas envolvidas no suposto esquema seriam de pessoas com registro de CAC (sigla para Colecionador, Atirador e Caçador). Também estão entre os investigados, um empresário e um agente administrativo do sistema penal. A Polícia cumpriu de mandados de busca e apreensão em vários endereços, incluindo clubes de tiros da cidade.

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