Paraíso do Tocantins

Médico e esposa são indiciados por estupro e assédio sexual contra babá e a própria sobrinha

Jovem hoje tem 25 anos e criou coragem para denunciar o casal após primeiro indiciamento.

Por Redação 1.565
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19/04/2024 16h23 - Atualizado há 1 mês
Complexo de delegacias em Paraíso

Notícias do Tocantins - Um médico de 65 anos e sua esposa, 44, foram indiciados por estupro majorado e assédio sexual em Paraíso do Tocantins nesta sexta-feira (19).

O delegado José Lucas Melo ressalta que este é o segundo inquérito concluído em que o casal é indiciado pela prática de crimes sexuais. Desta vez, a vítima é uma adolescente de 15 anos, que era babá dos filhos do médico e morava na residência dos indiciados cerca de 10 anos atrás, época dos crimes.

O delegado José Lucas informou que, a vítima, hoje com 25 anos, ao tomar conhecimento de que o casal tinha sido indiciado por estupro praticado contra uma sobrinha da mulher do médico há algumas semanas, criou coragem e foi até a delegacia denunciar que também teria sido vítima dos dois.  

“Essa segunda vítima trabalhou como babá por algum tempo na casa do médico e, além de ter sofrido abusos sexuais e também assédio, presenciou os crimes praticados contra a sobrinha da esposa do médico, mas na época dos fatos, foi ameaçada pela mulher para não denunciar os fatos”, frisou a autoridade policial. 

Os crimes 

Com base no depoimento desta segunda vítima e no aprofundamento das investigações, a Polícia Civil verificou a veracidade das investidas do médico com o intuito de satisfazer a própria lascívia. “Mesmo contando os fatos para a esposa do autor, ela novamente permaneceu inerte e nada fez para cessar os abusos”, frisou a autoridade policial. 

As investigações também revelaram que os abusos chegaram a tal ponto de algumas vezes a moça acordar com o investigado em cima dela. “Com medo, ela passou a se trancar em alguns cômodos da residência, mas não aguentou e, mesmo precisando do dinheiro, teve que ir embora”, frisou o delegado. 

Novos indiciamentos 

Com o encerramento das investigações, o médico foi indiciado por estupro majorado, pois a vítima tinha menos de 18 anos na época dos fatos, e assédio sexual, uma vez que ele se valia da condição de patrão para constranger a vítima e facilitar a prática dos crimes. 

A mulher, esposa do médico, foi indiciada pelos mesmos crimes do marido, visto que tinha o dever de evitar os abusos, mas nada fazia e foi ela quem levou a menor para morar em sua residência. Além disso, com base nas investigações, foram concedidas medidas protetivas para vítimas e testemunhas dos dois casos. 

Conforme explica o delegado José Lucas, os crimes praticados pelo médico com anuência de sua esposa contra as duas vítimas são de extrema gravidade e revelam um padrão de comportamento que se repetiu contra duas vítimas, que eram menores de idade e eram constantemente ameaçadas para não denunciar os abusos. 

“As duas vítimas, ambas menores de idade, foram submetidas a todo tipo de abuso físico e psicológico por uma pessoa que não teve o menor escrúpulo em se utilizar de sua condição de tio e patrão para cometer e ocultar os fatos”, frisou.

Medidas protetivas foram concedidas em favor das vítimas e das testemunhas do caso. A autoridade policial destaca que qualquer pessoa que tenha sido vítima deve procurar a delegacia mais próxima, onde receberá o apoio devido.

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