Júri popular

Membros do PCC pegam até 17 anos de prisão por ataque contra rival em Araguaína

Crime ocorreu no setor Costa Esmeralda em agosto de 2019.

Por Redação 2.857
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09/08/2021 18h45 - Atualizado há 2 meses
Na época, vítima foi socorrida pelo Samu e sobreviveu

Quatro homens que participaram de uma tentativa de homicídio no ano de 2019, em Araguaína, motivada por uma disputa de espaço entre organizações criminosas, foram condenados a penas que vão de 15 a 17 anos de reclusão, em julgamento ocorrido no dia 5 de agosto.

Os jurados acolheram as teses do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e os acusados foram condenados por tentativa de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emprego de meio que dificultou a defesa da vítima e perigo comum.

Segundo o MPTO, os réus praticaram o crime buscando a hegemonia do Primeiro Comando da Capital (PCC), dado o entendimento de que a vítima pertencia ao Comando Vermelho (CV).

Conforme narrou o Ministério Público, na noite de 5 de agosto de 2019, os réus seguiram em um automóvel até o setor Costa Esmeralda, com o objetivo de assassinar Elias Pereira de Jesus. Ao localizar a vítima caminhando pela rua, um deles efetuou disparos à distância. Elias encontrava-se desarmado e foi atingido de surpresa pelas costas, mas conseguiu correr e se abrigar em uma casa. Na época, ele foi encaminhado para tratamento médico e sobreviveu ao atentado.

Os disparos foram efetuados em área habitada, perto de um parque de diversão, gerando a situação de perigo comum, reconhecida pelos jurados como qualificadora do crime.

Amaurir de Sousa Oliveira foi condenado a 16 anos e cinco meses de reclusão; João Vítor Ribeiro Lopes, a 16 anos e cinco meses de reclusão; Ricardo Santos Lima, a 15 anos e cinco meses de reclusão; e Lucas Lino dos Reis, a 17 anos, seis meses e 11 dias de reclusão.

Na época, após a tentativa de homicídio, os quatro suspeitos fugiram em um carro roubado em direção à BR-153, mas quando chegaram no Setor Barros se depararam com a Força Tática da Polícia Militar. Houve perseguição pelas ruas do setor e os suspeitos só pararam depois que o veículo bateu no muro de uma igreja. Naquela ocasião, três conseguiram fugir e um foi preso em flagrante com uma arma de fogo - João Vítor

Além da tentativa de homicídio qualificada, comum a todos os réus, alguns deles foram condenados também por outros crimes: posse irregular de arma de fogo, porte irregular de arma de fogo, receptação e organização criminosa armada com participação de adolescente.

Na sessão de julgamento, o MPTO atuou representado pela 4ª Promotoria de Justiça de Araguaína, que contou com suporte do Núcleo do Tribunal do Júri do Ministério Público do Tocantins (MPNujuri) – grupo interno que foi composto com o objetivo de auxiliar os promotores de Justiça nas investigações e em processos relacionados a crimes dolosos contra a vida.

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