Goiânia

Mulher dá casa de R$ 800 mil em troca de aprovação para delegado e vaga em medicina

Por Redação AF
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31/10/2017 10h56 - Atualizado há 2 meses
Uma mulher entregou uma casa avaliada em R$ 800 mil em troca de sua aprovação no concurso para delegado da Polícia Civil e de uma vaga no curso de Medicina na Universidade Federal de Goiás para sua filha, por meio do Enem. Apesar de ter pago, as duas não conseguiram ser aprovadas e foram descobertas durante a 3ª fase da Operação Porta Fechada da Polícia Civil nesta segunda-feira (30), em Goiânia.  A mulher foi chamada para prestar depoimento, mas ficou em silêncio. A polícia chegou à mulher devido à suspeita de fraude no concurso de delegado de polícia. Conforme apurado pelos policiais, os 13 primeiros colocados do certame teriam sido aprovados na prova objetiva mediante pagamento. De acordo com a investigação, os vendedores eram aliciadores que enxergavam possíveis compradores para as vagas. Para conseguir aprovar os candidatos no concurso da Polícia Civil, eles teriam utilizado um funcionário do Cebraspe (Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos), Ricardo Nascimento da Silva. Dentro do lugar onde estavam as provas e aconteciam as seleções, Ricardo teria pegado os cartões-resposta em branco dos compradores e preenchido com o gabarito disponibilizado na área do candidato, após o término da prova. Em seguida, ele teria digitalizado para a conferência de erros e acertos. Esta não seria a primeira vez que o funcionário teria colaborado com o grupo criminoso. No total, 16 pessoas teriam negociado, em fevereiro, para conseguir aprovação na prova objetiva desta forma, no entanto apenas 13 candidatos finalizaram o acordo e tiveram suas provas preenchidas pelo funcionário. Os outros três não teriam pago a quantia exigida pelos vendedores. Os valores variavam entre R$ 150 mil e R$ 450 mil, a 'depender do bolso do candidato'. A operação da polícia suspeita ainda de que outros quatro estudantes que compraram a aprovação estejam cursando Medicina na Universidade Federal de Goiás. Conforme apurou a Polícia Civil, os vendedores de vaga tentariam fraudar o Enem 2017 usando ponto eletrônico. Além das ordens judiciais já cumpridas em Goiânia, a operação também chegou a grupos que fraudavam concursos e vestibulares por todo o Brasil.  Eles devem responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, fraude em concurso público, corrupção ativa e passiva. (As informações do Estadão/Jornal O Popular)  

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