Vida salva

PMs salvam garota de 22 anos que ameaçava se jogar de passarela sobre o Rio Sono

Passarela tem cerca de 50 metros de altura.

Por Redação 956
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01/03/2022 09h59 - Atualizado há 5 meses
Passarela de onde a jovem ameaçava se jogar

Uma equipe do 3º Batalhão da Polícia Militar conseguiu evitar que uma jovem de 22 anos se jogasse da passarela Modesto e Rosária Sales, localizada entre os municípios de Pedro Afonso e Bom Jesus do Tocantins, na noite deste domingo (27/2). O local tem cerca de 50 metros de altura e fica sobre o Rio Sono.

O resgate ocorreu depois que a Polícia Militar foi acionada por populares. No local, um vigilante já tentava evitar que a moça pulasse.

Diante da situação, os militares do serviço operacional conversaram pacientemente com a vítima, a qual relatou "estar cansada da vida que levava e não desejava mais viver". Felizmente, os PMs conseguiram convencê-la a desistir da ação.

Na sequência, com muita dificuldade, os militares conseguiram retirá-la por um buraco na tela pelo qual ela havia passado para a parte externa da passarela. 

Após o resgaste, a guarnição da Polícia Militar levou a jovem para sua residência em Pedro Afonso e a deixou aos cuidados de sua família. 

O comandante do 3º BPM, tenente-coronel Dernivaldo da Costa Tirello, parabenizou os militares que participaram do resgate – sargento Paulo Dagmar de Oliveira e o cabo Paulo Roberto Alves da Silva – pelo profissionalismo e sensibilidade que tiveram ao logo do atendimento à moça.

DICAS DE PREVENÇÃO 

Veja cinco dicas de especialistas para reconhecer os sinais, ajudar quem precisa e prevenir o suicídio:

1. Fique atento aos sinais

Estar atento a determinadas características é de extrema importância. Dr. Luiz Scocca, psiquiatra do Hospital das Clínicas da USP e membro da Associação Americana de Psiquiatria (APA), revela que a pessoa que pensa em suicídio pode ter problemas para dormir, começa a ter falta de esperança, uma grande tristeza, grandes variações de humor. Cancelar compromissos e se isolar, evitar amigos, também é um possível sintoma. É preciso reconhecer os sinais da depressão, uma vez que as doenças mentais são as causas do suicídio, na maioria das vezes.

2. Não menospreze a situação

Dr. Eduardo Perin, psiquiatra especialista em terapia cognitivo-comportamental pelo Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), alerta que não se deve tratar uma pessoa que está pensando em cometer suicídio como dramática ou tratar como se estivesse fazendo aquilo para receber atenção.

"Se a pessoa está dizendo para você que está pensando em se matar, esse é um fator de risco importantíssimo. As pessoas pensam que quem se mata não fala sobre isso, e é o contrário. Se a pessoa disse isso para você, ela tem um risco aumentado. Escutar de forma empática, sem falar 'Isso é bobagem' etc", aponta o especialista.

3. Perceba se a pessoa já tomou a decisão

No entanto, é preciso estar atento, principalmente, se a pessoa teve todos esses sintomas e tem uma calma repentina. "Isso pode significar que a pessoa tomou a decisão final, então passa por um período de calmaria", alerta o profissional. Segundo o psiquiatra, a pessoa que já decidiu que cometerá suicídio passa a fazer algumas preparações, como visitar parentes e amigos, doar os próprios pertences, e também começam a escrever.

4. Lembre a pessoa de que a depressão é temporária e tratável

Quando a pessoa está em depressão, segundo os psiquiatras, a sensação é de que a doença é definitiva, e que não vai passar. No entanto, a depressão é tratável. "Valorize o tratamento, mostrando que aquilo é uma coisa normal. Mais importante do que tentar dissuadir a pessoa do suicídio é deixar que ela fale a respeito da depressão que está sentindo", diz Dr. Scocca. "São coisas como essa que permitem ajudar uma pessoa em risco de suicídio. A pessoa que cometeu suicídio é uma vítima, não uma causadora", relembra. 

5. Não entre em negação

Dizer frases como "isso é bobagem", "você já tem tudo", "você tem uma família que te ama" com o propósito de negar o sentimento da pessoa pode piorar a situação. "É extremamente perigoso, porque a pessoa não consegue ver assim. Você vai virar as costas achando que mudou alguma coisa, mas não mudou nada. Você precisa dar ouvidos, ouvir até o final o que ela tem para dizer, conversar de que se trata de um sintoma de uma doença mais grave e você está totalmente disposto(a) a acompanhá-la a um profissional de saúde. E às vezes até levá-la. Muitas vezes, para protegê-la, levá-la à força", aponta Dr. Scocca.

Com informaçoes de Canaltech.

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