Ananás

Suspeito de estuprar criança de 11 anos ganha prisão domiciliar e mãe se revolta: 'estou destruída'

Polícia Civil chegou a pedir a prisão preventiva do suspeito, segundo a mãe.

Por Redação 1.397
Comentários (0)

18/05/2024 11h58 - Atualizado há 1 mês
Fórum da Comarca de Ananás, no norte do estado

Notícias do Tocantins – A família de uma menina de 11 anos que foi vítima de estupro na cidade de Ananás, norte do estado, está revoltada com a decisão da Justiça de conceder prisão domiciliar ao suspeito de praticar os abusos contra a criança.

A Polícia Civil chegou a pedir a prisão preventiva, mas o juiz da Comarca não acatou em razão da idade do suspeito, um idoso de 70 anos, identificado pelas iniciais P.B.O. Ele é membro de uma família tradicional do município. Os nomes serão preservados porque o caso tramita em sigilo.

A mãe da menina procurou o AF Notícias para expressar sua indignação com a decisão do magistrado. Segundo ela, a criança está depressiva, com medo e vergonha de sair de casa e não quer mais frequentar a escola.

O investigado é uma pessoa próxima da família, e a menina o chamava de tio. A suspeita é que o idoso estaria praticando os abusos desde os 8 anos da vítima. Ao tomar conhecimento do caso, a mãe procurou imediatamente a Polícia Civil.

“Não acho justo o que o juiz fez. Não aceito essa decisão de dar esse direito a uma pessoa como ele. Aqui é uma mãe ferida e muito destruída. O homem que abusou da sua filha está solto e ainda pode fazer mais vítimas. Temos muitas provas que não estão valendo nada para a Justiça”, desabafou.

A criança mora com o pai desde os 6 anos de idade e o acusado reside a alguns metros da casa. Uma vizinha alertou o pai da menina sobre o que estaria acontecendo e chegou a gravar um vídeo, mostrando a menina entrando na residência e o idoso trancando o portão. Quando a menina saiu, o idoso estava muito perto dela.  

“Por ser um homem muito próximo da família, o pai dela nunca desconfiou, até o momento de ver o vídeo e me contar. Esse criminoso conhece minha filha desde bebê, e ela cresceu dando benção pra ele e o chamando de tio. Quando eu soube do que poderia estar acontecendo, trouxe minha filha pra minha casa e conversei com ela. Logo em seguida, procurei a polícia em busca de Justiça”.

O boletim de ocorrência foi registrado em 05 de março deste ano. Na conversa com a mãe, a menina contou alguns detalhes de como os abusos aconteciam.

“Ele começou mostrando os cômodos da casa, depois começou a acariciar os seios dela, beijava na cabeça e fazia tentativas para pegar nas partes íntimas e ela tentava impedir. Minha filha contou que esse homem dava dinheiro, em quantias de R$ 5 e R$ 10 e que em algumas vezes o irmão a acompanhou até esses encontros, onde ele ficava do lado de fora em troca de algumas moedas. A esposa do acusado nunca estava em casa”, contou a mãe chorando.

Segundo a mãe, a menina chora muito e não consegue relatar todos os acontecidos por ter medo e vergonha.

Durante exame de corpo de delito, a menina revelou mais detalhes ao médico sobre os abusos. “Ela disse chorando ao médico tudo que estava acontecendo, e na hora do exame o médico afirmou que havia uma pequena lesão nas partes íntimas”.

Por causa de tudo que vem acontecendo, a criança tem demonstrado sinais de depressão, não quer mais ir à escola, chora com frequência, quer sempre ficar deitada cobrindo todo o corpo e vestir roupas longas.  

“Não entendo essa decisão do juiz. Logo quando procurei a polícia, o abusador fugiu da cidade. Ele só foi ouvido por videoconferência. Procurei o Ministério Público. A Polícia Civil pediu a prisão preventiva, mas ao invés do juiz assinar para a prisão preventiva, assinou para a prisão domiciliar! Estou indignada, quem está sendo prejudicada é a minha filha. Ele nem chegou a ser preso mesmo com tantas evidências. Esse homem está em casa numa boa e nós aqui passando por tudo isso. Meu Deus, que justiça é essa, que absurdo tudo isso. Tenho pedido forças a Deus para eu dar forças à minha filha”, finalizou a mãe.

Comentários (0)

Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

(63) 3415-2769
Copyright © 2011 - 2024 AF. Todos os direitos reservados.