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75% das famílias tocantinenses rejeitam doação de órgãos; falta de conhecimento é o maior empecilho

Por Agnaldo Araujo
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11/03/2017 10h07 - Atualizado há 6 dias
Quase metade das famílias brasileiras não concorda com a doação de órgãos. Em 2016, foram 2.854 doações, mas 2.013 pessoas morreram na espera, entre elas 82 crianças. O índice de rejeição à doação no Tocantins é ainda maior do que a média nacional, sendo de 75%. Os dados foram compilados pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), com base nas informações das centrais estaduais de transplantes, e divulgados pelo Ministério da Saúde. Entre as 34.543 pessoas que esperavam um transplante no País em dezembro, 21.264 precisam de rim, 10.293 de córnea, 1.331 de fígado, 539 de pâncreas e rim, 282 de coração, 172 de pulmão e 31 de pâncreas. Especialistas relatam frases como ‘eu não tenho nada ver com os filhos de outras mães’. No ano passado, as centrais estaduais de transplantes identificaram 10.158 pessoas que tiveram morte encefálica e poderiam ser doadoras. De 5.939 famílias consultadas, 2.571 (ou 43%) não deram a autorização necessária. Os índices de rejeição são maiores nos Estados da região norte do Brasil. No Acre, chega a 81% e em Rondônia a 76%. “O grande empecilho é a falta de conhecimento de saber que a morte encefálica é uma situação de irreversibilidade absoluta”, afirma Roberto Manfro, presidente da ABTO. Outra dificuldade é por questões culturais. Para atestar a morte encefálica, são necessários avaliação de especialista (neurologista ou neurocirurgião) e exame complementar que ateste que o cérebro não tem atividade elétrica (eletroencefalograma) ou que não há mais circulação de sangue no cérebro (angiotomografia, angiografia, angiorressonância e cintilografia do cérebro). Com informações - Estadão 

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