Sínodo 2023

Araguaína inicia 1ª fase da maior consulta democrática da história da Igreja Católica

Papa Francisco fez abertura do Sínodo 2021-2023 neste mês de outubro.

Por Joselita Matos 1.264
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15/10/2021 08h45 - Atualizado há 1 mês
Papa Francisco fez abertura do Sínodo 2021-2023.

A cidade de Araguaína (TO) vai sediar a solenidade de abertura da fase diocesana do Sínodo 2023, que é considerado o maior processo de consulta democrática da história da Igreja Católica. O propósito é debater o futuro da instituição religiosa.

Com o tema 'Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão', a abertura das atividades será conduzida pelo Bispo da Diocese de Tocantinópolis, Dom Giovane Pereira de Melo, nesta sexta-feira (15/10), a partir das 19 horas, na Paróquia São Paulo Apóstolo. No domingo (17/10), cada uma das paróquias fará a abertura dos conselhos diocesanos.

Já no dia 27 de outubro, o bispo de Carolina (MA), Dom Francisco Lima Soares, participará dos encontros com padres, religiosas e lideranças leigas em Araguaína.

PAPA PEDE UMA IGREJA DIFERENTE

O papa Francisco realizou no último domingo (10/10) a sessão de abertura do processo sinodal 2021-2023.

O Sínodo é um processo de 2 anos, começando de 10 de outubro de 2021 a outubro de 2023. A fase de escuta diocesana vai até abril de 2022 e será seguida por uma fase continental de setembro de 2022 a março de 2023. A última “fase da Igreja universal” culminará na tradicional assembleia do Sínodo dos Bispos no Vaticano, em outubro de 2023.

O tema do 16º Sínodo dos Bispos é: “Por uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão”. Esse será diferente de qualquer outro anterior. A expectativa é de que o maior número de fiéis, dentre os 1,3 bilhão que se reconhecem adeptos do catolicismo, participem do processo e sejam ouvidos sobre o futuro da Igreja.

O papa Francisco já realizou 4 sínodos desde que assumiu o Vaticano. Os 2 primeiros debateram a família, o 3º teve os jovens como tema e o último, de 2019, trouxe para o centro da Igreja a discussão sobre a Amazônia.

Este Sínodo deve discutir a própria Igreja, possíveis modernizações e deve abordar temas polêmicos como sobre uma maior participação feminina na tomada de decisões da Igreja e mais acolhimento a grupos ainda marginalizados pelo catolicismo tradicional.

“No único Povo de Deus, portanto, caminhemos juntos, a fim de experimentar uma Igreja que recebe e vive este dom da unidade e está aberta à voz do Espírito”, disse o Papa Francisco. Ele destacou, no entanto, que o Sínodo é um “momento eclesial”, não um parlamento ou uma investigação de opiniões.

Ele apontou que “comunhão” e “missão” podem correr o risco de permanecer um pouco abstratas, a menos que a sinodalidade seja expressa concretamente em cada passo da jornada e atividade sinodal, encorajando o envolvimento real de todos e de cada um. “Todos os batizados são chamados a tomar parte na vida e na missão da Igreja.”

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