Descontentamento

Com Márlon Reis, sindicalistas manifestam descrença no Governo: 'estamos escaldados'

Por Redação AF
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26/09/2017 08h47 - Atualizado há 1 mês
"Estamos escaldados com os candidatos. Em todas as eleições fazemos sabatina, ouvimos e não vemos o cumprimento. Peço: cumpra o que está na lei." Esse é o descontentamento, descrença e contrariedade com os gestores do Tocantins que os dirigentes sindicais manifestaram ao ex-juiz e advogado Márlon Reis, pré-candidato ao Governo do Estado. As críticas dos membros da Nova Central Sindical dos Trabalhadores se referem basicamente a falta de planejamento do Estado, não honrar compromissos firmados em mesa de negociações com os representantes do funcionalismo e falta de políticas públicas para o Tocantins. Na reunião ocorrida nessa segunda-feira (25), Márlon Reis foi questionado por representantes de diversas categorias sobre seus planos para o Estado e, principalmente, para o funcionalismo. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sinpol), Ubiratan Rebello, foi direto: "Atualmente, lutamos apenas pela manutenção e cumprimento dos direitos adquiridos. Há falta de compromisso com lei aprovada. A contribuição do Igeprev, por exemplo, é descontada do servidor e não vai para o instituto. Os consignados são descontados do servidor e não vão para o banco, que coloca os funcionários no Serasa, com nome sujo". Márlon Reis foi sucinto ao responder o representante dos policiais: “Fui servidor público por 21 anos. Primeiro que direito é direito e deve ser respeitado. O que precisa é uma nova forma de fazer gestão, fazer política, dialogando, sentando à mesa com as categorias com as planilhas nas mãos e falando abertamente para se chegar a um consenso.” O presidente da Nova Central, Cleiton Pinheiro, que preside também o Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sisepe), criticou a falta de política pública atualmente para atração de investimentos, emprego e renda, as contas públicas do Estado e reforçou a tese da falta de cumprimento de acordo e direitos dos trabalhadores estaduais. “Não há um projeto para o fortalecimento da economia. Outro ponto: o governo se vangloria por ter capacidade de investimento, mas não consegue honrar os pagamentos. E na questão dos servidores não cumpre e respeita dos direitos.” Ao responder aos questionamentos, Márlon Reis explicou os motivos de postular seu nome para a disputa do governo do Tocantins e destacou algumas medidas do modelo de gestão que pretende colocar em prática no Estado. “Não há outro jeito de fazer a transformação se não for pela política. Minha ideia é recuperar a representatividade política pois há dois grupos que se alternam no poder no Estado. Em quase 30 anos o Estado teve apenas três governadores eleitos. Esse modelo se esgotou”, argumentou. “Nossa meta é fazer uma gestão que ouça os segmentos, que dialogue com franqueza para implementar projetos, atrair investimentos, investir em tecnologia e alterar o modelo de política e gestão para recuperar as finanças do Estado”, complementou. PLANO DE GOVERNO Durante o encontro, Márlon Reis convidou os dirigentes para discutir o plano de gestão de sua pré-candidatura e ouviu respostas positivas dos sindicalistas. O presidente do Sindicato dos Servidores da Defensoria Pública do Tocantins, Renan de Oliveira Freitas, deu exemplos de atendimentos na área da saúde e pediu a Márlon Reis que dê atenção aos menos favorecidos. “Que o senhor, cuja trajetória profissional eu acompanho, mude o cenário atual”, declarou. Ele abordou também o aspecto de falta de representatividade política. “Nos últimos anos íamos para as urnas para votar no ‘menos pior’ pela falta de bons representantes. Hoje, com o seu nome, vemos que há representatividade. ” O presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Estado do Tocantins, Jorge Couto, destacou, por exemplo, as manifestações de apoio espontâneas que o movimento em torno do nome de Márlon Reis tem recebido. “E apoios espontâneos como esses tendem a crescer.” Já o presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Tocantins, Altamir Perpétuo, pediu diálogo e que o servidor seja ouvido. “Sempre os nomes [postulantes ao governo do Estado] são os mesmos. Não honram compromissos e o servidor acaba pagando a conta. É necessário que o próximo governante dialogue e faça com que o servidor seja ouvido”, disse.

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