Em Tocantinópolis

Denúncia de servidor fantasma provoca confusão entre vereador e presidente da Câmara

Coordenadora do órgão é esposa do presidente da Câmara.

Por Redação 3.087
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22/11/2021 14h45 - Atualizado há 5 meses
Momento em que o presidente da Câmara empurra um amigo do vereador

O vereador Roberlan Cokim (PSC) e o presidente da Câmara do município de Tocantinópolis, José Raimundo (PSD), protagonizaram uma confusão dentro do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do referido município, na última sexta-feira (19/11).

Na ocasião, o vereador foi averiguar a existência de um suposto ‘servidor fantasma’. O órgão público é coordenado por Antônia Pereira da Silva Labres Leite, esposa do presidente da Câmara. Segundo Cokim, a denúncia aponta que um funcionário lotado como coordenador do Caps dificilmente aparece para trabalhar.

Ainda conforme o parlamentar, o mesmo coordenador acumula a função com o cargo de psicólogo em uma escola municipal, onde também dificilmente aparece. Ele seria cunhado da primeira-dama do município e recebe mensalmente R$ 5.477,50 dos dois cargos. 

No Caps, o vereador tirou fotos de algumas folhas de pontos disponibilizadas por um funcionário, visto que a coordenadora [esposa do presidente da Câmara] não estava presente.

Pouco tempo depois, a coordenadora aparece no local e questiona se o vereador tinha 'mandado judicial' para ter acesso aos documentos, mas o parlamentar explica que os documentos são públicos e de livre acesso a qualquer cidadão.

A coordenadora sai do local, mas retorna pouco tempo depois com seu marido, José Raimundo, que já chega perguntando quem havia invadido a sala de sua esposa. "Mulecagem com minha esposa você não vai fazer não, não faça mulecagem com ela (sic)", disparou o presidente da Câmara. 

"Isso aqui é um local público, Zé Raimundo. Você tem que colocar isso na sua cabeça, vocês tem que parar com esse nervosismo, até parece que tem coisa errada pelo jeito que tu tá agindo" - rebateu Roberlan Cokim.

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OUTRO CASO NO MESMO ÓRGÃO

A coordenadora Antônia Pereira da Silva já responde a uma ação de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) por causa de uma servidora que estaria atuando como farmacêutica no Caps de Tocantinópolis e, concomitantemente, em um cargo temporário no Hospital Regional de Augustinópolis, ambos com 40 horas semanais.

As irregularidades estariam ocorrendo desde o ano de 2018. Conforme o MPTO, não havia compatibilidade de horários entre os dois cargos e isso acontecia com o conhecimento das chefes imediatas da farmacêutica, sendo uma a coordenadora do setor de Farmácia do Hospital de Augustinópolis, e Antônia Labres, coordenadora do Caps de Tocantinópolis.  

Em decisão liminar, o juiz Carlos Roberto de Sousa Dutra determinou que a servidora se abstivesse de continuar descumprindo as jornadas de trabalho pré-estabelecidas e deveria optar imediatamente por apenas um dos cargos, exonerando-se do outro em função da comprovada incompatibilidade de horários.

O juiz ainda determinou que as coordenadoras não autorizassem o registro na folha de pontos de horários inverídicos ou “britânicos” e fiscalizassem o horário de ponto real dos servidores, sob pena de multa de R$ 1 mil por anotação indevida.

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