Prefeitura explica

Jovem teme retorno de crises após falta de medicamento antidepressivo na saúde pública de Araguaína

Medicamento não é entregue há dois meses.

Por Márcia Costa
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31/07/2020 14h49 - Atualizado há 4 dias
Carbolitium

A saúde pública de Araguaína não tem feito a entrega de um medicamento usado contra a depressão há dois meses, segundo denúncia da jovem Wanessa Gomes de Castro. Ela é usuária do Centro de Atendimento Psicossocial (Caps).

“Muitos pacientes não têm condições de comprar e eu luto para fazer uso desse remédio. Os usuários do Caps necessitam da medicação, mas o município não dá nem previsão de quando o remédio voltará a ser entregue”, disse a jovem. 

O carbolitium (carbonato de lítio), medicamento do qual a jovem faz uso, é indicado no tratamento de episódios maníacos no transtorno bipolar; no tratamento de manutenção de indivíduos com transtorno bipolar, diminuindo a frequência dos episódios maníacos e a intensidade destes quadros; na prevenção da mania recorrente; prevenção da fase depressiva e tratamento de hiperatividade psicomotora.

Wanessa afirmou que sua maior preocupação é a regressão do tratamento e o retorno das crises. “O medicamento nunca faltava, mas agora está desse jeito. Se não fizermos uso da medicação, ficamos muito mal e teremos novamente as crises. Eu comprei o remédio no primeiro mês que faltou e tomei através de doação no segundo”, afirmou.

O que diz a prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Araguaína informou que a medicação está em falta no mercado.

“A medicação está inserida na relação Municipal de medicamentos essenciais e que o fornecedor não está realizando a entrega do medicamento por causa da falta de matéria-prima para fabricação do remédio na indústria farmacêutica em todo o País”, disse.

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