Meio Ambiente

Laudo da prefeitura não aponta causa concreta para poluição no Ribeirão Taquarussu; veja vídeo

O local era bastante frequentado por banhistas e pescadores.

Por Nielcem Fernandes
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17/01/2020 15h33 - Atualizado há 1 mês
De acordo com o laudo do FMA a proliferação das algas pode ser resultado de uma soma de fatores

Moradores da região sul de Palmas denunciam há muito tempo a má qualidade da água do Ribeirão Taquarussu, principalmente no trecho próximo à ponte da Avenida Teotônio Segurado. Nessa parte, a água apresenta uma coloração esverdeada e odor muito forte.

O local era bastante frequentado por banhistas e pescadores, mas agora parece um esgoto a céu aberto (veja o vídeo no final).

SUSPEITA

Os moradores dos setores Berta Ville, União Sul e Irmã Dulce, que ficam às margens da bacia do ribeirão, apontam como uma das possíveis causa da poluição o esgoto que é lançado por uma estação de tratamento localizada na região.

ESGOTO

A BRK Ambiental, responsável pelo abastecimento de água e tratamento de esgoto na capital, afirma que o esgoto lançado no ribeirão é adequadamente tratado e livre de matéria orgânica, que é apontada por especialistas como a principal causa da proliferação de algas.

LAUDO

De acordo com a prefeitura de Palmas, um laudo elaborado pela Fundação de Meio Ambiente (FMA) apontou que as causas da coloração esverdeada da água e do mau cheiro é atribuída à proliferação de microalgas.  

Em nota, o município esclarece ainda que diversos fatores contribuem para a presença de microalgas no trecho do ribeirão citado.

“Destes pontos podemos citar o uso de fertilizantes advindos da agricultura, o descarte irregular de esgoto, a localização da bacia urbana que recebe nutrientes advindos de vários pontos do Ribeirão que são potencializados pelas altas temperaturas e pela insolação fazendo com que esses organismos se desenvolvam”, diz a nota.

MONITORAMENTO

Segundo o município, o monitoramento na região do Ribeirão Taquarussu foi intensificado e campanhas de educação ambiental em massa para tratamento das fontes não pontuais devem ser realizadas e estimuladas, assim como parcerias para melhor controle da qualidade da água.

ÁGUA IMPRÓPRIA

A prefeitura aconselha os moradores da região a procurarem as áreas próprias para banho, como as praias do Caju, Graciosa, das Arnos, do Prata e Buritis.

Vídeo

 

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