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Magnata do sexo quer se candidatar à presidência: "O Brasil está uma zona e de putaria eu entendo"

Por Agnaldo Araujo
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29/05/2017 11h58 - Atualizado há 3 meses
Do Bahamas Club, zona sul de São Paulo, ao Palácio do Planalto, em Brasília, com escala na prisão por quatro vezes sob acusação de explorar prostituição e também por supostamente colocar em risco o tráfego aéreo no Aeroporto de Congonhas. Ser candidato à Presidência da República é o voo mais alto que Oscar Maroni, de 66 anos, dono do famoso ponto de encontro de prostitutas de luxo na capital paulista, prepara-se para alçar, após ser absolvido pela Justiça. "O Brasil está uma zona; e de putaria eu entendo", diz. As pretensões políticas do empresário aparecem em sua biografia autorizada "O Colecionador de Emoções" (ed. Matrix, 208 págs, R$ 39,90), que será lançada nesta quinta-feira (1º). Autodenominado "magnata do sexo", Maroni anuncia que vai entrar na disputa presidencial em caso de queda de Michel Temer, diante da possibilidade de o pleito de 2018 ser antecipado em face à grave crise institucional. Credencia-se à disputa como espécie de Tiririca (PR) em versão "cafetão do bem", explica. Com um discurso escrachado, o dono do Bahamas sonha em se transformar em fenômeno eleitoral, a exemplo do humorista que foi o segundo candidato a deputado federal mais bem votado em São Paulo nas eleições de 2014, com 1 milhão de votos. Filiado ao PTdoB, Maroni começou um flerte com o PRTB, de Levy Fidelix. Teve mirrados 5.804 votos em 2008, quando tentou concorrer à Prefeitura de SP pelo PTdoB, mas acabou na disputa por uma vaga na Câmara Municipal. "Sabia que ia perder, só entrei para incomodar os caciques", justifica-se. Com o salvo-conduto das absolvições em diversos processos judiciais e se recuperando de uma depressão, Maroni pretende surfar na onda da Lava Jato e na descrença nos políticos tradicionais. Qualifica os ex-presidentes Lula e Dilma de "cafetões de pobre". Além do PT, do qual diz ter sido membro de carteirinha, ele detona o PSDB de Aécio Neves e demais partidos envolvidos nas investigações da Lava Jato. Reserva elogios apenas para Sergio Moro, a quem chama de herói. Concedeu ao juiz à frente da cruzada anticorrupção entrada vitalícia gratuita no Bahamas Club. Hotel de luxo Após vencida a batalha para finalmente abrir o hotel de luxo, Maroni promete passar o bastão dos seus polêmicos negócios para os filhos. "Vou ser, literalmente, um vagabundo querendo transformar o Brasil. Por isso, já fundei a Ordem do Brasileiro Inconformado em busca da Justiça." A declaração é feita do palco de pole dance no centro do Bahamas Club, reaberto em 2015. Nos tempos áureos, o local reunia 300 clientes e 200 garotas de programa a cada noite. "A Justiça decidiu que minha atividade é lícita", diz Maroni. Faturamento Seu faturamento numa boa noite chega hoje a R$ 20 mil com venda de bebida e aluguel das suítes espelhadas. "As meninas aqui tiram fácil R$ 30 mil por mês. Elas cobram de R$ 300 a R$ 600 por programa", afirma. Caso não chegue ao Planalto, tem mais uma carta na manga: a igreja Maroniana, uma nova doutrina baseada no hedonismo. "Eu e Jesus Cristo temos três pontos em comum: o amor ao próximo, o amor à liberdade e, bem, ele amava uma prostituta na época, Maria Madalena; eu amo todas as garotas de programa", declara ele, na pele de candidato também a apóstolo do prazer, no capítulo final do livro. (Fonte: Folha de São Paulo)

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