'Trilha do cerrado'

Organizador de evento comenta fatalidade sobre morte de escrivão da Polícia Federal

É precipitado fazer afirmações sobre os fatores que resultaram na tragédia, diz organizador.

Por Nielcem Fernandes 2.372
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26/11/2018 11h26 - Atualizado há 5 meses
Escrivão da PF na largada da trilha no cerrado

A organização do evento 'Desafio: Trilha no Cerrado' divulgou nota comentando a morte do atleta e escrivão da Polícia Federal Adilson Brasileiro Pereira, 40 anos. O evento ocorreu neste domingo (25) em uma região de mata no loteamento Lago Sul, em Araguaína, com mais de 100 participantes.

Segundo Oriele Guida, organizador do desafio, é precipitado fazer quaisquer afirmações sobre os fatores clínicos que resultaram na tragédia.

"É precipitado informar ou confirmar que o companheiro Brasileiro tenha chegado ao quadro clínico em que chegou simplesmente pelo fato de ter percorrido alguns metros a mais do previsto ou ter se perdido, assim como vários outros participantes, pois desta forma muitos outros participantes teriam incorrido e chegado ao mesmo quadro clínico, o que não ocorreu", diz a nota.

Segundo o organizador, o escrivão percorreu a trilha sempre acompanhado de outros atletas e havia água em três pontos estratégicos da prova, nos km's 3,5 / 6,5 e 10,3. A prova tinha um percurso de 15 km.

Ainda conforme a organização, o escrivão "se hidratou assim como os demais nos três pontos acima mencionados ou pelo menos deveria".

Brasileiro, como era conhecido pelos colegas, foi encontrado por bombeiros civis que davam suporte ao evento a cerca de 130 metros fora da trilha e pouco menos de 1,5 km do ponto de chegada.

Os organizadores do evento acreditam que o atleta se sentiu mal e teria tentado pegar um atalho o que "impossibilitou de ser visto ou visualizado por outros participantes que vinham logo atrás".

A organização lamentou o episódio e disse que todos os procedimentos de praxe, como uma pesquisa sobre a condição física dos participantes, foram adotados.

Confira a íntegra da Nota

Desafio: Trilha no Cerrado

Araguaína, 26 de novembro de 2018.

A Organização do Desafio Trilha no Cerrado vem através deste informar o lamentável e triste óbito do participante, amigo pessoal e inclusive irmão de farda no CFSD da PMTO no ano de 2001 ADILSON BRASILEIRO PEREIRA, 40 anos.

O companheiro 'Brasileiro', como era conhecido por todos atualmente era funcionário público no Departamento da Polícia Federal em Araguaína e se inscreveu no EVENTO juntamente com mais 02 (dois) companheiros do mesmo DPF.

Ressalta-se que é precipitado informar ou confirmar que o companheiro BRASILEIRO tenha chegado ao quadro clínico em que chegou simplesmente pelo fato de ter percorrido alguns metros a mais do previsto ou ter se perdido assim como vários outros participantes como estão dizendo baseado no aplicativo de seu celular particular.

É equivocado tirar qualquer conclusão baseado nos termos acima mencionados, pois desta forma muitos outros participantes teriam incorrido e chegado ao mesmo quadro clínico o que não ocorreu.

O participante percorreu o trajeto da trilha sempre acompanhado e seguido por outros participantes e apesar dos contratempos a organização disponibilizou água em três pontos estratégicos da prova: nos km's 3,5 / 6,5 / 10,3, sendo que no último ponto possível de se chegar para apoio com água o carro do organizador atolou não sendo possível chegar até o ponto planejado que seria aproximadamente no Km 12,3.

Desta forma o participante se hidratou assim como os demais nos três pontos acima mencionados ou pelo menos deveria, pois tem muitos atletas que não gostam ou não tem o hábito de se hidratar durante as provas situação muito comum na modalidade esportiva de corrida de rua/trilha.

A Organização ressalta ainda que o participante Brasileiro foi encontrado pelas Equipes de Bombeiros Civis que davam apoio ao Evento em um local fora da trilha à aproximadamente uns 130 metros fora da trilha, faltando pouco menos de 1.400 metros para a chegada pela trilha e 850 metros por fora da trilha demarcada. 

Diante das características em que o participante fora encontrado pode-se imaginar que o mesmo ao perceber que estava se sentindo mal deixou o trajeto da trilha muito bem sinalizado no trecho com o objetivo de chegar logo no local da concentração e largada, talvez guiado pelo barulho do carro de som que animava o Evento e que realmente apontava para a direção a qual o Brasileiro pegou ao deixar a trilha no referido trecho, o que demostra que o participante até o referido ponto da trilha demonstrava certo grau de senso de direção e que talvez tenha pecado na decisão de deixar a trilha mesmo que por alguns metros o que impossibilitou de ser visto ou visualizado por outros participantes que vinham logo atrás.

É lamentável que essa situação tenha ocorrido, mas poderia ter ocorrido em qualquer prova a qualquer momento com o nosso companheiro Brasileiro, uma vez que seu próprio irmão relatou após o acontecido que o Brasileiro já tinha esse histórico de condição clínica de perca de sais minerais facilmente a exemplo de um atleta que teve o mesmo problema na corrida de rua do Nosso Lar há uns 2 anos, faltando apenas 250 metros para chegada. Situações como esta não são possíveis de serem controladas e nem prevista por organização de evento algum, portanto é uma situação em que o participante tem que ter total controle ou cuidados no que tange a sua condição física no momento de participar de qualquer prova de corrida de rua/trilha.

Ressalta-se que a organização ao ser procurada pelos colegas ao notar que o participante estava demorando a chegar, foi informado que seria enviada uma Equipe de Bombeiros Civis para tentar averiguar o que poderia ter acontecido, quando no momento da premiação dos atletas recebemos a informação que o Brasileiro havia sido encontrado pelo meu filho: Luiz Arthur que auxiliava os Bombeiros Civis no momento e que conhecia muito bem o percurso da trilha.

Depois de receber os primeiros atendimentos pelas Equipes de Bombeiros Civis e um Bombeiro Militar participante do Evento o mesmo foi encaminhado na viatura dos Bombeiros Civis para a UPA no setor Araguaína Sul para receber um suporte médico que a situação requeria.

A Organização informa que todos os procedimentos de praxe como uma pesquisa a cerca da condição física dos participantes foram tomadas.

A Organização lamenta profundamente o ocorrido e se disponibiliza para todo e qualquer apoio.

Que Deus conforte família neste momento muito triste para o esporte amador Araguainense e que ele receba o nosso companheiro, amigo e carismático ADILSON BRASILEIRO PEREIRA de braços aberto.

           Att: Oriele Guida - Organizador

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