Atitude inesperada

Para dar exemplo, Câmara corta salário de vereadores em 29% e congela por quatro anos

Os salários do prefeito, vice e secretários também serão congelados.

Por Márcia Costa 2.368
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03/07/2020 16h15 - Atualizado há 1 mês
Vereadores durante sessão

A Câmara Municipal de Palmeirante do Tocantins, cidade localizada a cerca de 130 km de Araguaína, deu um bom exemplo de gestão dos recursos públicos em momentos de crise. Os vereadores do município surpreenderam a população com uma atitude totalmente diferente do que geralmente ocorre no meio político.

A Câmara decidiu, por meio de projetos de lei, que não haverá nenhum aumento nos subsídios do prefeito, vice-prefeito, secretários e vereadores pelos próximos quatro anos, ou seja, no período de 2021 até 2024.

O mais surpreendente é que os vereadores aprovaram um corte no próprio salário no percentual de 29%. Com isso, o subsídio atual de R$ 5 mil, que foi fixado ainda em 2016, será reduzido para R$ 3.550,00 a partir de 1º de janeiro de 2021. O novo valor também ficará congelado até 2024.

Os projetos são de autoria da Mesa Diretora da Casa de Leis e foram aprovados durante a sessão da última terça-feira (30 de junho).

A proposta mantém os subsídios do prefeito, vice e secretários nos mesmos valores fixados em 2017.  Assim, o prefeito continuará recebendo R$ 13 mil, o vice-prefeito, R$ 6.500, e os secretários municipais, R$ 3.200.

A Mesa Diretora destacou que a manutenção, redução e congelamento de subsídios é uma sinalização clara de que a Câmara Municipal preza pelos recursos públicos, principalmente nesse momento de crise mundial.

"Em tempos de pandemia e crise econômica, o Munícipio deve concentrar os investimentos dos recursos públicos nas pessoas, cuidando das famílias, pois a vida humana é o nosso bem mais precioso”, ressaltou o vereador Adiel Leal (PTB).

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