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Presidente do PreviPalmas pede exoneração e deixa 'bomba' nas mãos de Amastha

Por Agnaldo Araujo
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16/03/2018 16h27 - Atualizado há 1 mês
Nielcem Fernandes // AF Notícias O presidente do Instituto de Previdência de Palmas (PreviPalmas), Max Fleury pediu exoneração do cargo alegando 'motivos pessoais' em carta enviada ao prefeito Carlos Amastha (PSB), nesta sexta-feira (16). A renúncia acontece em meio a um turbilhão de acusações de investimentos temerários realizados pelo instituto durante sua gestão. O prejuízo pode chegar a R$ 50 milhões. A semana também foi conturbada para a gestão do fundo previdenciário. Na segunda-feira (12), o ex-diretor de PreviPalmas, Fábio Martins Costa, foi exonerado pelo prefeito. Na quinta (15), o conselheiro Alberto Sevilha, titular da 6º Relatoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), expediu recomendação ao prefeito para que afastasse Fleury da presidência no prazo de três dias, a fim de evitar que ele interferisse no andamento da apuração sobre eventuais irregularidades. Na recomendação do TCE, o conselheiro ressaltou que o gestor poderia causar mais danos ao erário, o que inviabilizaria o seu ressarcimento. Na carta, Max Fleury diz que seu pedido de exoneração tem o objetivo de assegurar a liberdade de apuração da comissão criada pelo Conselho Municipal de Previdência Social, na investigação de possíveis irregularidades na gestão e aplicação do dinheiro do fundo de previdência dos servidores municipais. "Afasto-me em harmonia e agradecido de ter feito parte de um momento da administração, com a cabeça erguida e de voz levantada para assumir todas as minhas ações", declarou Fleury. ENTENDA Após a exoneração do ex-diretor do PreviPalmas, Fábio Martins Costa,  publicada no Diário Oficial na segunda-feira (12), o prefeito Carlos Amastha divulgou um vídeo assumindo publicamente que houve erro na aplicação do dinheiro do fundo no Cais Mauá e informou sobre a criação de uma comissão para apurar eventuais ilícitos na gestão dos recursos investidos de forma temerária. O prefeito sugeriu ainda que a Câmara Municipal instaure uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os fatos. "Estamos tomando todas as medidas para que este dinheiro volte para Palmas. Esse dinheiro é nosso, é do nosso funcionalismo e vamos tentar uma negociação, primeiro, de boas maneiras e não acontecendo, procederemos judicialmente", declarou Amastha. "O problema não está no que foi aplicado, o problema está no mecanismo que foi usado, na ICLA, uma instituição que se juntou aos piores políticos e administradores do Tocantins para roubar o Igeprev", concluiu. TCE Na recomendação do TCE, o conselheiro Alberto Sevilha questiona supostos investimentos temerários do PreviPalmas. Entre elas uma aplicação de R$ 20 milhões no Fundo Tercon e outra de R$ 30 milhões no Cais Mauá. Ambas as operações foram realizadas por meio da Icla Trust, antiga NSG Capital, que geria o Fundo BFG, das churrascarias Porcão, e que deu prejuízo de R$ 330 milhões ao Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins (Igeprev). No documento, o conselheiro lembra que o próprio prefeito admitiu erros na aplicação do dinheiro do PreviPalmas, responsabilizando o diretor de investimentos Fábio Martins Costa, que foi exonerado no mesmo dia. O ex- servidor, por sua vez, foi à imprensa dizer que não era o único responsável pelas aplicações, por não ter poder de decisão centralizado na sua pessoa. "Eu não tinha poder de decisão sobre a aplicação os R$ 30 milhões no Fundo Cais Mauá", disse. Essas declarações, tanto por parte da administração do município, quando por parte do ex-diretor, pesaram no pedido de exoneração do então presidente Max Fleury. Confira a carta de exoneração de Max Fleury

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