Polêmica

Sindepol exige retratação de deputado por chamar delegados de 'bandidos'; Stalin diz respeitar a categoria

Por Agnaldo Araujo
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23/08/2018 09h46 - Atualizado há 1 ano
O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Tocantins (Sindepol/TO) repudiou as duras críticas feitas pelo deputado estadual Stalin Bucar (PR), na tarde dessa terça-feira (21) no plenário da Assembleia Legislativa. Ao comemorar a absolvição do filho, o advogado Stalin Júnior, da acusação de integrar grupo que realizava fraudes bancárias, o deputado chamou os delegados Euvaldo Gomes e Adriano Carrasco de 'bandidos'. O parlamentar também atacou a imprensa e afirmou que deveria haver medidas mais severas contra as ações de alguns veículos de comunicação. O sindicato chamou as declarações de "ofensas e calúnias" e disse que a "imunidade parlamentar não pode servir de escudo que permita ilegalidades cometidas contra cidadãos". "O Sindepol/TO repudia e lamenta que episódios como esse ocorreram dentro de uma Casa de Lei, na qual deveria haver sempre o respeito e a ordem", afirmou. A entidade ainda exigiu uma retratação imediata do deputado e informou que tomará as providências cabíveis em todas as esferas a fim de reparar o dano cometido contra os delegados da Polícia Civil. Após a repercussão do caso, Stalin Bucar afirmou que sempre acreditou no trabalho sério desenvolvido pela Polícia Civil e destacou que a classe de delegados e agentes sempre contou com o seu apoio na Assembleia Legislativa. Nota do Sindepol "O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Tocantins (Sindepol/TO) repudia veemente às palavras proferidas pelo deputado estadual Stálin Bucar durante sessão na Assembleia Legislativa na tarde desta terça-feira, 21. Que ao comemorar a absolvição de seu filho, Stalin Beze Bucar, em uma ação penal que tramitava na Justiça Federal, desrespeitou delegados da polícia civil, veículos de comunicação e jornalistas. Além disso, o deputado utilizou palavras de baixo calão ao se referir aos Delegados responsáveis pelo caso. Antes de mais nada, gostaríamos de destacar que as atividades dos Delegados de Polícia estão constitucionalmente submetidas ao crivo do Ministério Público e do Poder Judiciário. Em 2011 foi cumprido mandado judicial de busca e apreensão no escritório de Stalin Beze Bucar, porque a autoridade policial compreendia haver a necessidade. Nessa ação tanto o Ministério Público quanto o Poder Judiciário concordaram com o cumprimento do mandado. Desta forma, se Stalin Beze Bucar, filho do parlamentar foi alvo de processo penal significa que uma investigação da polícia resultou em indiciamento, o Ministério Público concordou em haver provas da materialidade e indícios de autoria e o denunciou. O Poder Judiciário, por sua vez, aceitou a denúncia. Tudo conforme recomenda o Estado Democrático de Direito.  A absolvição, bem como a condenação, é resultado possível no trâmite processual e não significa de forma alguma que houve ilegalidade no trabalho efetuado pela Polícia Civil, justamente em virtude desse trabalho estar submetido ao controle jurisdicional. Desta forma, o Sindepol/TO, no exercício de suas atribuições estatutárias e na defesa de seus filiados, repudia todas as ofensas e calúnias proferidas na tribuna da casa de leis a servidores públicos que cumpriram seu dever constitucional, seguindo as obrigações legais.  A imunidade parlamentar não pode servir de escudo que permita ilegalidades cometidas contra cidadãos. Casos em que palavras ofendem direitos subjetivos das pessoas, extrapolando os limites da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar, como no caso que vimos nesta quarta-feira na casa leis.  Assim, o Sindepol/TO repudia e lamenta que episódios como esse ocorreram dentro de uma casa de lei, na qual deveria haver sempre o respeito e a ordem, exige imediata retratação e informa que tomará as providências cabíveis em todas as esferas a fim de reparar o dano cometido contra os Delegados da Polícia Civil".

Nota Stalin Bucar

"O deputado estadual Stalin Bucar (PR) esclarece que no discurso proferido, nesta terça-feira, 21, na tribuna da Assembleia Legislativa, em que se pronunciou sobre absolvição do filho Stalin Beze Bucar, na Operação Inconfidente, apenas citou o nome de dois delegados, Euvaldo Gomes e Adriano Carrasco, pela forma truculenta que conduziram a operação, não se referindo aos demais membros da corporação.

Stalin Bucar reforça que sempre acreditou no trabalho sério desenvolvido pela Polícia Civil e, que em toda a sua atuação política, como prefeito de Miranorte ou deputado estadual, realizou diversos ações e atendeu vários  pleitos que beneficiassem  a categoria.

Ele lembra ainda que a classe de delegados e agentes da Polícia Civil sempre contou com o seu apoio na Assembleia Legislativa. 'Tenho o maior respeito pela categoria. E, foi exatamente por isso que citei os nomes desses dois profissionais, pela conduta de ambos não corresponder ao dos demais', afirmou."

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