Palmas

Advogado é suspeito de agredir garoto com camiseta de Bolsonaro; OAB-TO se manifesta

No mesmo dia, a capital do Tocantins também registrou manifestações favoráveis ao candidato.

Por Redação 4.494
Comentários (0)

01/10/2018 10h19 - Atualizado há 3 meses
Mãe relata agressão do filho

Uma confusão foi registrada durante o ato #EleNão que ocorreu no Parque dos Povos Indígenas, em Palmas, no fim da tarde deste sábado (29), organizado por militantes contrários ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). No mesmo dia, a capital do Tocantins também registrou manifestações favoráveis ao candidato.

A confusão envolveu o advogado Edy César, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-TO, que teria agredido com um taco de beisebol dois adolescentes, um deles de 14 anos.

O advogado afirma, porém, que não cometeu nenhuma agressão contra o menino. Segundo ele, após participar da manifestação pacífica junto com sua família, dirigiu-se para o estacionamento e percebeu duas pessoas, sem camisa, jogando pedras nos veículos que estavam parados próximos à praça e ofendendo manifestantes.

"Preocupado com a segurança das pessoas que estavam próximas a mim, apenas pedi com firmeza para que os meninos se retirassem dali e parassem com provocações em um ambiente que não tinha essa finalidade", diz o advogado, acrescentando que eles estavam com spray de pimenta.

MÃE E PAI CONTESTAM VERSÃO

Contudo, a mãe de um dos meninos gravou um vídeo mostrando um hematoma no braço do adolescente, que teria sido provocado pelo taco de beisebol.

“Ele pegou um taco de beisebol e uma faca e agrediu meu filho, bateu na bicicleta. O Fernando [filho] tinha um spray de gengibre que conseguiu se defender enquanto ele corria”, contou, citando que o menino estava vestido com uma camiseta de apoio a Bolsonaro. 

A mulher disse ainda que comprou o spray para o filho depois que uma moradora do prédio foi assaltada e agredida. "Para ele se defender caso alguém roubasse seu celular ou bicicleta, enquanto corria. Esse spray foi o que fez com que o rapaz não esfaqueasse ele”, diz.

O pai do outro adolescente envolvido no episódio, o também advogado Leandro Manzano, disse que tomará todas as medidas judiciais cabíveis e pediu o afastamento do colega da presidência da Comissão.

“Enoja-me essa postura de um professor universitário, advogado e presidente da comissão de direitos humanos da OAB. Ficaria mais bonito por parte dele assumir que estava alterado por sentimentos de ódio por ver um menino vestindo uma camiseta de um candidato contrário ao dele e que por isso agrediu a criança”, citou nas redes sociais.

NOTA DA OAB-TO

Com a grande repercussão do caso, a Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional do Estado do Tocantins, disse que rejeita quaisquer atos de violações ao Estado Democrático de Direito, bem como, qualquer ato de violência, física ou verbal.

A entidade informou que o advogado já foi afastado da Comissão e quer agilidade na apuração dos fatos e responsabilidades, “zelando sempre pelo devido processo legal”.

A OAB-TO também disse que repudia atos de intolerância e toda manifestação de ódio e, por essa razão, seguirá firme acompanhando as apurações e definições de eventuais responsabilidades de membros inscritos em suas fileiras.

Comentários (0)

Mais Notícias

Nova lei

Carlesse sanciona lei de Elenil que impede SSP de cobrar taxa por carros de som

A Lei n° 3.420 foi sancionada pelo governador e publicada no Diário Oficial.

35 anos

Família doa órgãos de estudante de Direito que morreu dias antes da formatura

O ex-acadêmico teve um traumatismo craniano após sofrer um acidente enquanto ajudava o pai a fazer uma mudança.

Checagem na hora

Pesquisadores da UFT criam protótipo que evita fraude nas bombas de gasolina

A previsão de lançamento no mercado vai depender de mais testes e investidores.

Gimenes Quezado

Estudante de Direito sofre traumatismo craniano e morre há 11 dias da formatura

Gimenes Quezado cai e bateu a cabeça enquanto ajudava o pai. O enterro vai ocorrer nesta quarta, 23.

Em Palmas

Advogados do Tocantins protestam contra o fim da Justiça do Trabalho no Brasil

O ato em Palmas ocorreu em frente ao Fórum Trabalhista e finalizou com um abraço coletivo.

Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

(63) 3415-2769
Nas Redes
Nosso Whatsapp
063 9 9242-8694
Nosso Email
redacao@arnaldofilho.com.br
Copyright © 2011 - 2019 AF Notícias. Todos os direitos reservados.