Trecho entre TO e GO

ATM critica prazo de 20 anos para duplicação da BR-153 no Tocantins e pode ir à justiça

Já no estado de Goiás o prazo previsto em edital é de 10 anos.

Por Redação
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09/04/2021 14h32 - Atualizado há 4 semanas
Presidente da ATM e prefeito de Talismã, Diogo Borges

A Associação Tocantinense de Municípios (ATM) afirmou que é contrária aos prazos e termos estabelecidos no edital de concessão n° 01/2021 da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) referente à exploração da BR-153 pela iniciativa privada no trecho entre Aliança do Tocantins (TO) e Anápolis (GO).

O presidente da entidade e prefeito de Talismã, Diogo Borges, revela que seus pares, em especial os gestores dos municípios cuja rodovia federal corta o perímetro urbano, estão insatisfeitos e preocupados com as definições de prazos apresentados no edital para duplicação da BR-153 em território tocantinense, bem como da baixa proposta de implantação de dispositivos e equipamentos rodoviários no trecho do Tocantins, quando comparado aos trechos da rodovia em solo goiano.

A duplicação da BR-153 no Tocantins é uma demanda urgente, tendo em vista o potencial logístico do Estado, a seguridade que esse projeto traz para quem trafega pela rodovia federal e o alto poder de investimento da obra, cujos resultados financeiros também respingarão nos cofres municipais. Mas, ao observar os prazos estabelecidos no edital, a insatisfação é imediata, pois a própria população tocantinense é entusiasta da duplicação da BR-153 e clama para que seja feita o mais rápido possível. Os prefeitos e as prefeitas dos municípios que observarão a obra em seus perímetros urbanos também estão descontentes”, afirma o presidente da ATM, ao revelar que estuda previsão legal para uma possível judicialização pela interrupção do edital.

PRAZO PARA DUPLICAÇÃO: 20 anos no TO e 10 em Goiás

A insatisfação do movimento municipalista no Tocantins em relação ao projeto reside no fato de que 75% do trecho da BR-153 do Tocantins (173,93 km) a ser repassado à iniciativa privada só terá pista duplicada a partir do 20º (vigésimo) ano. Já em Goiás, quase 70% da pista será duplicada em até dez anos.

Ainda, na avaliação dos gestores, a duplicação da rodovia federal nos trechos não-urbanos é prioridade, pois reduziria drasticamente os acidentes de transito e as estáticas de mortes na estrada. O edital traz prazos menores para a duplicação em trechos urbanos, cuja extensão é bem pequena quando comparada a área não urbana. O edital ainda apresenta números mais acentuados de implantação de dispositivos e equipamentos rodoviários (passarelas, pontos de parada, rotatórias, entre outros) no Estado vizinho, quando comparado ao Tocantins.

PEDÁGIO CHEGARÁ PRIMEIRO QUE A DUPLICAÇÃO

“Pelo projeto apresentado, a duplicação não chegará tão cedo ao Tocantins, ao contrário do pedágio, que será quase que imediato quando a iniciativa privada assumir e implementar os postos de cobrança. Vamos acompanhar daqui para frente o andamento do edital, cujo leilão está marcado para o dia 29 de abril, e até lá unir esforços pela interrupção e revisão do projeto, por isso engrossamos o coro contra as propostas apresentadas”, disse o presidente da ATM.

DEPUTADOS TAMBÉM QUESTIONAM

As manifestações contrárias ao projeto já haviam sido sinalizadas pelo então coordenador da bancada federal do Tocantins, deputado Federal Carlos Gaguim, em abril de 2019, e voltou à tona pelo atual coordenador, o deputado federal Tiago Dimas.

Em nota à imprensa, Tiago Dimas revelou ter protocolado ofício nesta quarta-feira (07) no Ministério da Infraestrutura, endereçado ao ministro Tarcísio Gomes Freitas, pedindo a suspensão do edital para que seja feita a revisão do mesmo. 

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