Brasília

Com benção do presidente Lula, ex-senadora Kátia Abreu é anunciada como conselheira da JBS

Empresa é comandada pelos irmãos Batista, e Kátia já teve vários enfrentamentos com eles.

Por Redação 1.550
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21/07/2023 12h12 - Atualizado há 10 meses
Ex-senadora Kátia Abreu agora é conselheira da JBS

A ex-senadora pelo Tocantins e ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu (PP) foi escolhida para o Conselho de Administração da JBS. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (20/7) pela própria empresa.

Kátia foi indicada pelo presidente Lula, por meio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que detém 21% de participação na empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Além de Kátia, o também ex-ministro Paulo Bernardo, que comandou as pastas de Comunicações e Planejamento, também foi eleito para o conselho da JBS, assim como o executivo Cledorvino Belini, ex-presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e da Fiat. Todos eles serão membros independentes e exercerão mandato até a próxima assembleia geral da companhia. 

Kátia Abreu comandou o Ministério da Agricultura entre 2015 e 2016, no governo de Dilma Rousseff (PT), foi senadora entre 2007 e 2022 e presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, entre 2021 e 2022.

A ex-senadora era cotada para assumir a vice-presidência de Agronegócos do Banco do Brasil, mas teve seu nome vetado pela Lei das Estatais.

HISTÓRICO DE EMBATES

Kátia Abreu tem um histórico de enfrentamentos e acusações com os irmãos Batista.

No fim de 2014, na formação do segundo governo Dilma Roussef, a JBS se empenhou num intenso (e frustrado) lobby para que Kátia não fosse nomeada ministra da Agricultura. Na ocasião, o próprio Joesley Batista, do alto de sua condição de maior doador oficial da campanha presidencial do PT, tentou abortar a indicação numa reunião com então chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante - hoje presidente do BNDES.

Três anos depois, foi a vez do troco de Kátia. Numa entrevista à CBN, a então senadora pelo MDB disse que Wesley e Joesley Batista financiavam políticos com o objetivo de calá-los e para ter proteção aos seus avanços nos negócios.

Portanto, não há a menor dúvida que as reuniões de conselho tendem a ficar bastante animadas na JBS.

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