Deputados estaduais podem nos envergonhar ao permanecerem com 14º e 15º salários

Por Redação AF
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04/03/2013 08h01 - Atualizado há 9 meses
<div style="text-align: justify;"> <span style="font-size:14px;"><u><strong>Arnaldo Filho</strong></u><br /> <em>Portal AF Not&iacute;cias</em><br /> <br /> No pa&iacute;s em que maioria da popula&ccedil;&atilde;o sobrevive com sal&aacute;rios m&iacute;nimos e um benef&iacute;cio que inclui apenas o 13&ordm;, manter as benesses do 14&ordm; e 15&ordm; para a classe que j&aacute; &eacute; a mais privilegiada, em termos remunerat&oacute;rios, &eacute; no m&iacute;nimo imoral. Por isso &eacute; que a medida tomada em Bras&iacute;lia extinguindo os sal&aacute;rios adicionais para senadores e deputados federais j&aacute; provocou um efeito cascata e teve reflexos em menos de 24 horas em outros estados.<br /> <br /> No entanto, 13 assembleias legislativas insistem em envergonhar o pa&iacute;s ao continuar na contram&atilde;o dos princ&iacute;pios da &eacute;tica e da moralidade. No Rio Grande do Sul, por exemplo, os deputados recebem 16 sal&aacute;rios por ano. Em Rond&ocirc;nia, a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda mais gritante: as duas parcelas extras, pagas no in&iacute;cio e no fim de cada ano, s&atilde;o dobradas. Pelo menos sete assembleias prometeram se reunir na pr&oacute;xima semana para avaliar a aboli&ccedil;&atilde;o da regalia.<br /> <br /> J&aacute; nos estados da Bahia, Pernambuco, Rond&ocirc;nia, Roraima e Tocantins n&atilde;o h&aacute; sequer um projeto em tramita&ccedil;&atilde;o ou reuni&atilde;o da mesa diretora para acabar com o privil&eacute;gio hist&oacute;rico.<br /> <br /> <u><strong>Deputados tocantinenses</strong></u><br /> <br /> Os deputados estaduais do Tocantins tamb&eacute;m s&atilde;o agraciados com os dois sal&aacute;rios extras a cada ano. O benef&iacute;cio no valor de R$ 20.042,35 leva o nome de Verba de Apoio para o In&iacute;cio da Atividade Parlamentar, que &eacute; paga em fevereiro, e Verba de Apoio para o Final da Atividade Parlamentar, recebida em dezembro.<br /> <br /> Se os 24 deputados tiverem a dec&ecirc;ncia de acabar com essa imoralidade, a economia anual ao Estado do Tocantins ser&aacute; de quase R$ 1 milh&atilde;o, ou melhor, exatamente R$ 962.032,80.<br /> <br /> Para se ter no&ccedil;&atilde;o do quanto &eacute; lucrativo ser pol&iacute;tico no Brasil, um parlamentar tocantinense recebe um m&iacute;sero sal&aacute;rio anual de R$ 300.635,25. No mesmo Tocantins, um professor concursado com n&iacute;vel superior recebe mensalmente o valor de R$ 3.062,00.<br /> <br /> <u><strong>Exemplo a ser seguindo</strong></u><br /> <br /> O caso de Alagoas chama a aten&ccedil;&atilde;o e serve de refer&ecirc;ncia para pol&iacute;ticos que prezam pela &eacute;tica e moralidade com os recursos p&uacute;blicos. L&aacute;, os deputados n&atilde;o recebem sequer o 13&ordm;. &ldquo;A nossa procuradoria considera que n&atilde;o &eacute; cab&iacute;vel&rdquo;, ressaltou o presidente da Assembleia, Fernando Toleso (PSDB).<br /> <br /> <em>(Com informa&ccedil;&otilde;es do Jornal Estado de Minas)</em></span></div>
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