'Pais incríveis'

'Ele é o mais legal de todos', diz menina de 8 anos sobre pai que teve paralisia infantil

Márcio é casado há 13 anos e pai de Mariana.

Por Redação 1.118
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30/07/2021 14h17 - Atualizado há 1 mês
Pai e filha

Márcio Joaquim Rodrigues, de 42 anos, contraiu poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, ainda na infância e perdeu grande parte da mobilidade das pernas.

No entanto, mesmo com a deficiência física, Márcio diz que sempre lutou para ter uma vida normal, incluindo a experiência de ser pai.

Ele é o primeiro personagem da série "Pais incríveis", que tem o objetivo de mostrar como eles escolheram vencer um outro desafio, o de assumir o papel de pai.

Papel compartilhado

“As pessoas não falam, mas dá para sentir o preconceito. Apesar disso, nunca me senti diferente das outras crianças, aprendi a me virar, enfrentar minhas limitações e ter uma vida tranquila. Quando conheci minha esposa, a ideia de ser pai foi surgindo naturalmente, mas fiquei assustado no início, achei que não conseguiria ser um bom pai e com o tempo esse medo se transformou em amor”, conta.

Márcio é casado há 13 anos com a auxiliar de laboratório Sidiane Vieira da Silva e juntos tiveram a Mariana, de 8 anos. Apesar de ser aposentado devido à deficiência física, Márcio trabalha nas ruas da cidade como músico para conseguir complementar a renda da família e, quando está em casa, o tempo livre é dedicado à menina.

Os desafios como pai

“A única coisa que lamento é não poder carregar minha filha no colo, mas gosto de passar o máximo de tempo possível com ela. Enquanto eu canto, ela dança pela casa, nos divertimos muito”, diz Márcio.

Diante da relação de carinho entre pai e filha, as limitações passam despercebidas e perguntar para a menina de 8 anos se o pai é diferente dos outros parece até uma surpresa para ela. “Não acho meu pai diferente do pai das outras meninas, a única coisa que acho de diferente é que ele é o mais legal de todos”, diz a estudante Mariana da Silva, de 8 anos.

Mensagem aos pais

Para Márcio, a paternidade não é algo impossível a uma pessoa que possui alguma deficiência física, mas destaca a importância de assumir essa responsabilidade.

“Ser pai sempre será um grande desafio para qualquer pessoa, independente da sua condição física, o importante são os ensinamentos que nós passamos às crianças. O que sempre ensino para minha filha é que ninguém deve ser tratado de forma diferente, todos nós somos iguais e devemos respeitar a condição de cada um. Isso é o que devemos deixar para nossos filhos”, conclui Márcio.

Pai e filha

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