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Pacientes com sintomas virais lotam UPA e hospital infantil de Araguaína; alta ultrapassa 100%

Prefeitura e ISAC propõem atendimentos alternativos para dar mais fluxo à procura.

Por Redação 2.094
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18/04/2024 14h42 - Atualizado há 1 mês
UPA de Araguaína

Notícias do Tocantins - Por causa do período chuvoso e da temporada de síndromes gripais, doenças respiratórias e dengue, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Pronto Atendimento Infantil (PAI) de Araguaína estão enfrentando uma demanda muito acima da média de pacientes atendidos diariamente.

As duas unidades são geridas pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC). “No período não sazonal, de agosto a dezembro, a média de atendimento diário na UPA é de 234 pacientes. Mas de janeiro a março, o período sazonal para estas doenças, esse número já está na casa dos 290 pacientes por dia, 34% acima da média”, informou José Waldemar Cardoso, diretor-geral das unidades ISAC em Araguaína.

Já no PAI, o aumento é de mais de 100%. O número de atendimentos por dia é de cerca de 80 pacientes no período não sazonal. Contudo, nos primeiros 15 dias deste mês de abril, o PAI já fez 2.928 atendimentos, uma média diária de 166 pacientes.

Em busca de soluções

De acordo com a médica Jullyanna Alves da Silva, diretora técnica da UPA, a unidade está adotando medidas alternativas para dar mais fluxo aos atendimentos. “Estamos priorizando os casos mais urgentes para garantir uma resposta adequada a cada situação. Para os casos menos graves, estamos usando o atendimento remoto por telemedicina para os pacientes de 18 a 59 anos com classificação azul e verde e sem sinais de alarme. O paciente é triado e atendido dentro da própria unidade, dando mais agilidade, eficiência e segurança ao usuário”, disse.

“Estamos acompanhando de perto essa alta demanda e unindo forças com o ISAC para buscar novas soluções para que o tempo de espera dos pacientes por atendimento não seja muito alto. Pedimos a compreensão da população, porque é um período atípico, e que sigam as recomendações médicas”, ressalta a secretária da Saúde de Araguaína, Ana Paula Abadia.

Trabalho conjunto

Além do fluxo alto, as unidades de urgência também dependem do serviço de regulação para as unidades hospitalares receptoras. Por isso, a diretoria do ISAC e a Secretaria da Saúde de Araguaína estão se reunindo com representantes do Hospital Regional de Araguaína (HRA) e Hospital de Doenças Tropicais (HDT), e com o acompanhamento da Promotoria da Saúde do Ministério Público do Tocantins, para definir caminhos que possam dar mais agilidade aos processos de transferência, quando necessário.

“Estamos também trabalhando para verificar como as Unidades Básicas de Saúde do município podem contribuir para desafogar o PAI. Vamos reunir o ISAC e a Atenção Básica para definir formas de referenciar os pacientes azul e verde para a UBS do Jardim das Flores”, completa a secretária Ana Paula.

Grande circulação de vírus e prevenção

Na área da saúde, o período de janeiro até junho é o mais crítico em relação às doenças respiratória e de origem viral em função do período chuvoso, que favorece a grande circulação de diversos tipos de vírus, entre eles o da dengue. Os meses de abril e maio são considerados os de pico no primeiro semestre, registrando o maior número de pessoas doentes.

A aglomeração de pessoas também é um fator que contribui para a alta taxa de transmissão dos vírus, a exemplo do retorno às aulas nas creches, escolas e faculdades, entre outros espaços.

A médica e diretora técnica do HMA, Elena Medrado, lembra que algumas medidas podem amenizar o impacto das doenças nas crianças e adultos. “Devemos deixar claro que, a princípio a orientação é repouso, muito líquido e um antitérmico para controlar a febre. A procura pela emergência é necessária a partir de dois dias de febre e outros sinais de alertas, como vômitos, diarreia, falta de ar e falta de apetite. A única exceção é para bebês menores de 28 dias de vida, quando a febre é um sinal de alerta suficiente para buscar atendimento”, afirmou.

Outras recomendações incluem evitar aglomerações, usar máscara em locais muito movimentados, manter o hábito de higienizar as mãos com frequência, os brinquedos que as crianças usam de forma compartilhada e beber bastante água.

Vacinação e mais orientações

Entre as crianças, a idade com maior risco de agravamento das doenças respiratórias é até os seis anos, faixa etária contemplada com a vacinação contra a Influenza na rede pública de saúde do município. Na mesma idade, o público infantil também deve ser imunizado contra a covid-19. As doses estão disponíveis em todas as 22 UBS de Araguaína.

Para os pais e responsáveis, a orientação é levar a criança para atendimento no PAI nas seguintes situações:

- Frequência respiratória elevada

- Dificuldade na alimentação

- Presença de sangue no vômito ou diarreia

- Redução na produção de urina

- Vômito persistente que tenha resistido à medicação

- Chiado no peito, tosse seca e cansaço

- Dores abdominais por mais de três dias

- Convulsões

- No caso de crianças em amamentação, diminuição na sucção

- Desmaio

- Febre maior de 39º por mais de três dias

- Desidratação

- Alterações na “moleira” da criança

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