Polêmica

Sinpol-TO repudia Governo Federal por priorizar presos na vacinação em vez de policiais

"Nunca fomos tão desvalorizados!", disse a presidente do sindicato.

Por Redação 916
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06/03/2021 09h51 - Atualizado há 1 mês
Presidente do Sinpol-TO e secretário da Segurança Pública

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Tocantins (Sinpol-TO) manifestou indignação com a decisão do Ministério da Saúde em priorizar a população carcerária antes mesmo dos policiais no plano de vacinação contra a Covid-19.

Nesta sexta-feira (5), a presidente do sindicato, Suzi Francisca, foi buscar esclarecimentos junto ao secretário de Segurança Pública do Tocantins, Cristiano Sampaio.

O secretário, que também é presidente do Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), juntamente com vários representantes de outros estados, já emitiu uma Carta ao Ministro da Justiça e Segurança Pública e ao Ministro da Saúde, em apelo à prioridade e reconhecimento das forças policiais que desempenham todas as suas atividades de forma presencial, com alto nível de exposição ao vírus.

Em resposta ao secretário, o Ministério da Justiça informou que será feita a alteração da portaria que reverterá à situação, colocando os policiais em prioridade.

Para a presidente do Sinpol-TO, a situação é inadmissível. “Repudiamos totalmente essa atitude descabida do Governo Federal, os Policiais estão trabalhando na linha de frente para continuar garantindo a segurança pública, expostos a um vírus que continua a tirar milhões de vidas, e são reconhecidos desta maneira? Nunca fomos tão desvalorizados! O Sinpol continuará acompanhando rigorosamente essa situação e não medirá esforços para garantir que os Policiais Civis do Tocantins tenham prioridade na imunização. Agradecemos aos líderes estaduais que em contrapartida reconhecem o absurdo que é essa decisão e estão intervindo em prol da categoria”, afirma Suzi.

Entenda

Na versão anterior do documento emitido pelo Governo Federal com as determinações do plano de imunização, os presos apareciam em 17ª posição na fila de prioridade, antes mesmos dos agentes que atuam no sistema carcerário (18ª) e das forças de segurança e salvamento (21ª).

A divulgação foi feita em janeiro, mas após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) foi decidida a enumeração ao lado dos grupos para facilitar a compreensão com relação às ordens de prioridade.

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