Tocantins

Energisa já demitiu cerca de 70 trabalhadores; Steet relata 'terror psicológico'

Por Agnaldo Araujo
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06/09/2016 08h38 - Atualizado há 5 anos
Conforme levantamento feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Eletricidade no Estado do Tocantins (Steet), por meio das homologações da entidade, de janeiro a agosto deste ano a Energisa despediu, em todo o Tocantins, cerca de 70 trabalhadores. Segundo o presidente do Steet, Sérgio Fernandes, o número das demissões tende a ser maior a considerar que os empregados com menos de um ano de serviço prestado fazem o acerto rescisório direto com a área de Recursos Humanos da empresa. O presidente ressaltou que a empresa, para descaracterizar demissão em massa, realiza dispensa seletiva de trabalhadores nas mais diversas áreas de atuação. “Quando se aproxima o fim de semana os trabalhadores ficam tensos e receosos para saber quem será o próximo a ser despedido”, contou. O sindicato da categoria deve denunciar o fato ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao Ministério do Trabalho (MT). Para o presidente, a onda de dispensas reflete na qualidade dos serviços da Energisa, prestados à comunidade. Exemplo disso são as Ordens de Serviços, que têm tido atrasos. “Observamos muitos consumidores reclamando do atendimento e temos relatos de consumidores e dos próprios trabalhadores de que algumas localidades ficam horas sem energia. Fazia tempo que isso não ocorria com frequência. A partir do momento em que a Energisa assumiu a concessionária, observamos que essa realidade se faz mais presente no dia a dia dos consumidores”, afirmou.  “Terror psicológico” Sérgio Fernandes ressaltou, ainda, que a onda de dispensas “tem gerado terror psicológico” no quadro de empregados, principalmente da área operacional. Para ele, o fato é preocupante. “Os trabalhadores não têm mais segurança do seu emprego, pois ao fim do expediente poderão ser surpreendidos com uma carta de demissão”, contou o presidente. Risco de acidentes de trabalho Ele também ressaltou o risco de acidentes de trabalho que os empregados estão submetidos. “É um ramo delicado. A pessoa precisa estar em perfeito equilíbrio emocional. Temos diversos relatos nesse sentido e há preocupação de que essa incerteza gerada no meio dos trabalhadores possa contribuir para a ocorrência de acidentes”, disse. Campanha publicitária Segundo o presidente, as campanhas publicitárias da Energisa não condizem com a realidade da empresa. “Na mídia querem passar a imagem de uma empresa que valoriza o social e de que é preocupada com o bem estar dos trabalhadores e dos consumidores. A realidade é totalmente diferente. Existe intensa insatisfação, interna e externa, em relação à atuação da Energisa”, frisou.

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