Saúde da mulher

Estudo científico visa prevenção do câncer de colo de útero em mulheres do Tocantins

Projeto tem apoio financeiro dos governos federal e estadual.

Por Redação
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16/05/2020 09h13 - Atualizado há 5 meses
Os pesquisadores

Visando o rastreamento de casos de câncer de colo de útero através de exames em mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos usuárias do serviço público de saúde do Tocantins, um grupo de pesquisadores está realizando um estudo científico que visa a inclusão de um teste que permita identificar os casos com maior probabilidade em desenvolver a doença.

O projeto conta com o apoio financeiro dos governos federal e estadual, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (FAPT).

Segundo a coordenadora da pesquisa, a biomédica Jucimária Dantas Galvão, o objetivo é conscientizar as mulheres sobre a importância do exame preventivo, estabelecer um teste complementar ao exame citopatológico ou preventivo que identifique os casos precocemente e permita o encaminhamento imediato ao atendimento especializado para o diagnóstico.

Isso favorece a redução dos retornos das mulheres às Unidades de Saúde para repetição de exames e contribui para a redução da incidência de câncer de colo do útero no Tocantins.

Um dos fatores desencadeantes do câncer de colo de útero é o Papiloma vírus Humano (HPV), que favorece o desenvolvimento da doença progressiva e lentamente. Por ter uma fase assintomática, as mulheres precisam se submeter a exames preventivos ou citopatológico para a identificação de lesões que indiquem atendimento especializado e o diagnóstico. 

Na dinâmica do estudo, serão realizados atendimentos às mulheres que sinalizam a infecção pelo vírus HPV com resultados prévios Papanicolau (ASC-US e LSIL).

Esse público é atendido por ginecologistas que atuam nos Serviços de Referência do Colo para a realização da coleta de amostras para exames citopatológicos, de DNA-HPV e teste de imunocitoquímica (com a dupla marcação por p16 e Ki67), permitindo uma análise efetiva dos testes comparando aos métodos recomendados para identificar aquelas com lesões precursoras ou câncer do colo uterino”, explicou a pesquisadora Jucimária.

Projeto

O estudo recruta 336 mulheres residentes no Tocantins e na cidade do Rio de Janeiro (RJ), onde as participantes terão acompanhamento especializado. Serão colhidas informações para o banco de dados dos pesquisadores, que servirão para compor a análise e testes estatísticos para a hipótese.

As amostras serão encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins (Lacen-TO) e aos Laboratórios parceiros (Laboratório da Unisa/SP, Laboratório EuroImunn/SP e Laboratório do IFF da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a realização dos referidos testes laboratoriais.

O projeto intitulado “Efetividade da marcação combinada de P16 e Ki 67 na referência de mulheres com citopatologia ASC-US ou LSIL para colposcopia” foi iniciado em outubro de 2019 e tem previsão para ser concluído em 24 meses. No momento o projeto encontra-se suspenso devido à pandemia do covid-19 e, assim que a situação for superada, o estudo será retomado visando a melhoria do serviço público.

Equipe Técnica

O projeto é coordenado pela pesquisadora, biomédica e doutoranda em Pesquisa Aplicada à Saúde da Mulher pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Jucimária Dantas Galvão, atual diretora do Lacen-TO, e conta a participação do professor Dr. Fábio Russomano, diretor do IFF/Fiocruz; Profº Dr. Marco Antônio Zonta, pesquisador e professor da UNIFESP; Profº Dr. Zilton Vasconcelos, coordenador do Laboratório de Alta Complexidade do IFF/Fiocruz; MSc. Priscila Diniz, enfermeira da Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO), médicos e graduandos em medicina. Todos com vínculos com instituições de ensino superior e/ou de pesquisa.  

Apoio financeiro

O estudo é financiado pelo Governo Federal, por meio do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), que é uma iniciativa de fomento à pesquisa em saúde nos estados.

É coordenado pelo Ministério da Saúde, gerenciado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e conta com o apoio da SES-TO, que acompanha as etapas operacionais, avaliação e resultados das pesquisas.

No Tocantins é executado pelo Governo estadual através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (FAPT).

“O papel da FAPT é de suma importância no gerenciamento dessas pesquisas, pois incentiva a comunidade científica a desenvolver trabalhos de interesse público que trazem benefício à sociedade. O papel do pesquisador tem grande relevância social, pois é ele que executa e elabora os relatórios técnicos científicos, resultados das pesquisas para subsidiar a tomada de decisão do gestor de saúde local”, explicou o presidente da Fundação, Márcio Silveira.

(Geórgya Laranjeira)

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