Projeto Olhos D'água

200 nascentes serão revitalizadas em 4 bacias hidrográficas do Tocantins

Por Redação AF
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26/06/2018 09h51 - Atualizado há 1 mês
As nascentes das bacias hidrográficas do Ribeirão Taquruçu, em Palmas, e do rio Lontra, na região de Araguaína estão sendo protegidas por cercas e aceiros para evitar o pisoteio de animais e fogo. Esse trabalho faz parte da segunda fase do Projeto Olhos D'água que visa a revitalização de 200 nascentes nas bacias hidrográficas do Ribeirão Taquaruçu, Rio Lontra, Rio Manuel Alves da Natividade e Rio Formoso. Até julho deste ano, 100 nascentes estarão protegidas em Palmas, Araguaína, Araguanã, Xambioá e Carmolândia e passarão a ser monitoradas para o acompanhamento e manutenção das mudas. Das 50 nascentes que serão revitalizadas em cada bacia, 31 já foram concluídas na bacia do Ribeirão Taquaruçu e 25 na bacia do Rio Lontra. As próximas bacias contempladas com a revitalização serão as dos rios Manuel Alves da Natividade, no sudeste do Estado e Formoso, no sul. Esta fase do projeto vai até o final do período sem chuvas, em outubro, e logo após recomeçará o plantio das mudas. A definição das nascentes a serem recuperadas se deu na primeira etapa do Projeto quando foi feito um amplo diagnóstico, usando geoprocessamento para a identificação e localização das nascentes. Posteriormente foram visitadas as propriedades onde elas se encontram para firmação de acordo com os proprietários para a execução do trabalho. "Percorremos a área das bacias hidrográficas e em algumas propriedades não conseguimos entrar, pois encontramos as porteiras fechadas com cadeado. Isso é uma pena, pois cada nascente revitalizada é um grande ganho para preservar as águas do cerrado", relata o técnico ambiental do projeto, Marcelo Haddad. ENTENDA  O bioma cerrado, que compreende 87% da área do Tocantins, apresenta a maior taxa de desmatamento no Brasil para suportar o aumento da demanda por carne bovina e soja. Emergindo como "novo polo agrícola do Brasil" junto com Maranhão, Piauí e Bahia, é a maior expansão da fronteira agrícola do mundo. A vegetação nativa é, em sua grande maioria, convertida em pasto para o gado ou lavoura de grãos. O Projeto Olhos D’Água é uma parceria da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Tocantins (SEMARH-TO) e o Instituto Ecológica. Vai ter duração de 30 meses para a execução e conta com utilização de técnicas de recuperação florestal, cercamento, conservação de solo, controle de pragas, controle de fogo, entre outras. A recuperação das nascentes beneficiará diretamente assentados da reforma agrária e agricultores familiares. Além do benefício ambiental, com a restauração do ecossistema e o sequestro de CO2, o projeto contribui com a geração de empregos e capacitação da mão-de-obra local, promoção de alternativas sustentáveis ao uso da terra e geração de renda para as famílias. As mudas de espécies nativas utilizadas para a recuperação das nascentes são produzidas no viveiro do Instituto Ecológica, localizado em Taquaruçu. Para isso foi ampliado, modernizado e adaptado para as mudas não se perderem no período de seca no Tocantins (Junho a Outubro).

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