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Arroz genuíno está mais próximo da realidade do tocantinense, diz pesquisa

Redação AF - |
Foto: Ruy Bucar
Pesquisadores Lucas Naoe e Expedito Cardoso colhendo dados para pesquisa em lavoura de arroz irrigado.

A pesquisa sobre o desenvolvimento de uma variedade de arroz irrigado genuinamente tocantinense conclui mais um ciclo de observação e pode iniciar uma nova fase, agora de validação das experiências realizadas em três anos de estudos. Os pesquisadores da Fundação Universidade do Tocantins (Unitins), Expedito Cardoso e Lucas Naoe intensificaram visitas a lavoura experimental, em Formoso do Araguaia, para colher informações, comparar dados e tirar conclusões, indispensáveis ao avanço da pesquisa.

“Nestes últimos três anos a gente vem trabalhando juntamente com a Embrapa na seleção de variedades para se chegar a esta cultivar adaptada às nossas condições edafoclimáticas”, explica o pesquisador Expedito Cardoso, que avalia que os dados colhidos na lavoura são bastante promissores.

“Nós acreditamos que em breve vamos poder indicar nosso material para o VCU, que é um critério técnico que avalia o valor de cultivo e uso de cada variedade antes de ser lançada no mercado”, anuncia o pesquisador, apontando que é o caminho que a nova variedade deve percorrer para ser incluída no Registro Nacional de Cultivar.

Expedito observa que as variedades de arroz cultivadas no Tocantins foram desenvolvidas em outras regiões do país, e que em pouco tempo apresentam problemas e perdem a eficácia. Daí, segundo ele, a importância do desenvolvimento de uma cultivar adaptada às condições de clima e solo da região, que é o objetivo da pesquisa que a Unitins desenvolve em parceria com a Embrapa e que tem uma grande importância para o Tocantins que possui a maior área cultivável de arroz irrigado do país.

“Já podemos comprovar que o nosso experimento mantém a média de produtividade da região, utilizando uma quantidade menor de defensivo, o que significa menor custo de produção”, destaca o pesquisador Lucas Naoe, apontando que além de baixar custo de produção, a nova variedade precisa ainda ser mais produtiva do que as conhecidas e também passar no teste da mesa, ou seja, ser aceita pelo mercado consumidor.

Os pesquisadores ressaltam que uma cultivar de arroz desenvolvida para o cultivo em regiões de várzea deve apresentar características importantes como elevado potencial produtivo; alta qualidade industrial, comercial e culinária. Sobre o tipo de grão, deve ter ciclo biológico e altura da planta, adequados à colheita mecanizada. Também, devem ter reação de resistência às doenças (brusone) e insetos (gorgulho aquático). Ou seja, a nova cultivar deve ter produtividade alta e estável, com tipo e qualidade de grão que atendam as necessidades e preferências do consumidor.

Projetos de pesquisa

Além da pesquisa sobre melhoramento do arroz, pesquisadores da Unitins desenvolvem em Formoso do Araguaia uma série de estudos que inclui ainda as culturas de milho, melancia, feijão calpi e soja e manejo do solo. No âmbito do melhoramento do arroz inclui outros estudos como manejo da água, manejo da cultural nutricional e manejo fitossanitário para controle de doenças e pragas. Todas as linhas de pesquisas contemplam o aspecto ambiental, ou seja, é avaliado o impacto de cada cultura de várzea no meio ambiente.

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