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Banheiro unissex ‘aumenta risco de assédio e estupro’, diz vereador ao criticar UFT

Agnaldo Araujo - | - 654 views
Foto: Divulgação
Banheiro unissex é implantado na UFT de Araguaína

Márcia Costa//AF Notícias

A polêmica medida adotada pela Universidade Federal do Tocantins, Campus de Araguaína, no sentido de implantar banheiros unissex, tem dividido opiniões e provocado debates nas redes sociais. Quem entrou na discussão foi o vereador evangélico Aldair da Costa Sousa, o Gipão (PR).

O parlamentar afirmou em sua página no Facebook e também no Instagram que os banheiros unissex aumentam o rico de assédio e estupro, além de representar ‘um retrocesso’. Para ele, a comunidade acadêmica deveria ter sido consultada pela direção da instituição. “Qual o pensamento da comunidade acadêmica e sociedade em geral? Sinceramente por tais meios não vejo progresso, muito pelo contrário, isso é um retrocesso, se é para evitar constrangimento”, disse.

Gipão segue afirmando que a liberdade das outras pessoas não é respeitada quando se dar privilégio a grupos. “É preciso respeitar a liberdade individual de todos. A Constituição Federal foi formulada para assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, segurança e o bem estar, mas não se faz isso dando privilégio a ninguém ou mesmo fazendo concessões a grupos ou pessoas”, pontuou.

Para o vereador, é preciso pensar em soluções que evitem constrangimentos às mulheres.

Em meio à discussão, o diretor da UFT de Araguaína, professor José Emanuel Sanches, respondeu a postagem do vereador e o convidou a fazer uma visita na instituição. “Vereador, quero esclarecer que a UFT têm 17 banheiros, desses apenas 3, um em cada bloco, foram identificados como unissex. Os demais são para masculino e feminino. Qualquer dúvida, faça-nos uma visita que daremos mais esclarecimentos”, disse.

Uma internauta, que entrou na discussão, disse que se todos os acadêmicos tivessem sido consultados a proposta teria sido rejeitada. “Eu também não concordo, nós queremos ter nosso espaço. Sei que se perguntar para os acadêmicos da UFT a maioria não vai aceitar. Acho que em numa universidade que já têm casos de assédio não deveria existir [banheiro unissex]”, escreveu.

“Retrocesso, inversão de valores e imposição da vontade de um grupo”, dizia outro comentário. Mas houve quem também defendeu. “Os banheiros unissex servem para que as pessoas possam usar sem serem discriminadas pelo sexo biológico. Já passei por isso e às vezes é humilhante ter que usar um banheiro que não corresponde ao que você deseja usar”, afirmou um internauta.

 A DECISÃO

A UFT informou que a implantação dos banheiros unissex é para atender a ‘atender a demanda da comunidade acadêmica’ e ocorre após deliberação da Direção do campus juntamente com a Comissão de Direitos Humanos da instituição, em Araguaína.

Os banheiros funcionam no antigo banheiro feminino, no bloco E, e também nos antigos banheiros masculinos no bloco F e H.

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