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Odebrecht ‘irrigou’ várias campanhas eleitorais no Tocantins em 2010, 2012 e 2014, revelam delações

Redação AF -
Foto: Montagem CT
Políticos tocantinenses citados na delação dos executivos da Odebrecht

O fim do sigilo sobre as delações dos executivos da empreiteira Odebrecht provou alvoroço no meio político. Os pedidos de investigação enviados ao Supremo Tribunal Federal pela Procuradoria-Geral da República mostram que a empreiteira “irrigou” as campanhas eleitorais de centenas de políticos no Brasil.

No Tocantins, a empresa “contribuiu” para campanhas nos anos de 2010, 2012 e 2014, conforme as informações já reveladas. Em 2010, o beneficiário teria sido o atual governador Marcelo Miranda, quando disputou, na época, uma vaga no Senado Federal.

O ex-governador tampão Sandoval Cardoso (SD), recebeu vantagens indevidas a pretexto de contribuição eleitoral na campanha de 2014, quando tentava a reeleição, segundo depoimentos depoimento dos delatores Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Mário Amaro da Silveira.

O ex-deputado federal Júnior Coimbra também recebeu vantagens indevidas, não contabilizadas, para sua campanha à reeleição em 2014, sendo declarações do executivo Mário Amaro da Silveira. A negociação teria sido intermediada pelo ex-deputado federal Eduardo Cunha.

O deputado federal Irajá Abreu, filho da senadora Kátia Abreu, também citada nas delações, recebeu pagamento no âmbito de campanha eleitoral de 2014. A afirmação é do executivo José de Carvalho Filho.

O parlamentar afirmou, em nota, que todas as doações feitas para suas campanhas eleitorais “foram realizadas dentro da lei, devidamente declaradas e aprovadas pelo TRE/TO”. “Confio plenamente na Justiça, portanto, não temo qualquer investigação e me coloco à disposição para todos os esclarecimentos necessários”, afirmou Irajá.

Outro supostamente beneficiado é o deputado estadual Eduardo Siqueira Campos e seu pai, o ex-governador Siqueira Campos, segundo os depoimentos dos delatores Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Mário Amaro da Silveira.

Segundo o Ministério Público, os delatores relataram a ocorrência de pagamento de vantagem indevida, a pedido de Eduardo Siqueira, com pretexto de doação eleitoral. Narra-se que o pedido de repasse de recursos teria sido efetuado por Eduardo Siqueira em nome de seu pai, o então governador do Estado.

A empreiteira também teria feito doações para campanhas eleitorais de prefeitos em Araguaína, Gurupi e Taguatinga.

 

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