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Professor é inocentado da acusação de estupro após passar um ano na prisão

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Professor trabalhava na escola municipal Pedro Ludovico, em Figueirópolis

Um professor da rede municipal de ensino de Figueirópolis (TO), no sul do Estado, foi absolvido pelo Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ) da acusação de estupro de vulnerável. O julgamento ocorreu na semana passada.

Geová Rodrigues Pinheiro é concursado há 15 anos e trabalhava na Escola Municipal Dr. Pedro Ludovico Teixeira, onde foi acusado pela coordenadora da unidade de ensino. Até sair a decisão do TJ, o professor ficou preso durante um ano, sujeito a abusos físicos e psicológicos.

A coordenadora teria visto o professor em uma situação suspeita e informou à família da vítima e ao Conselho Tutelar do município. Após tomar conhecimento do fato, a direção da escola solicitou o afastamento do professor junto à Secretaria Municipal de Educação, que instaurou um procedimento administrativo para decidir sobre a exoneração.

Para o advogado do professor, Fernando Poletto, as acusações foram motivadas por perseguição e inveja, além disso, ele afirma que a vítima negou em juízo por diversas vezes qualquer abuso sofrido.

“Apesar de termos obtido justiça, o professor sofreu profundos abalos emocionais e físicos na prisão, além da exposição vexatória com o uso de algemas nas mãos e pés perante a sociedade”, lamenta o advogado, ao informar que buscará a devida reparação.

CASOS EM ARAGUAÍNA

No norte do Estado, a justiça também inocentou o professor Rodrigo Alves da Silva, acusado de abusar de uma criança de cinco anos na Escola Municipal Domingos Sousa Lemos. Para não ser preso, ele ficou foragido durante todo o processo e perdeu o emprego efetivo.

Um porteiro da Escola Municipal Simão Lutz é outro que foi inocentado, mas perdeu o emprego. A criança de oito anos chegou em casa com R$ 5 e disse aos pais que teria recebido do porteiro para deixá-lo tocar em suas partes íntimas. Depois a criança contou que havia mentido.

CRIMES MAL SOLUCIONADOS

Para a Comissão dos Aprovados no Concurso da Polícia Civil do Tocantins, situações como essa provam que é necessário mais investimento na Polícia Civil na hora de realizar a perícia e investigações dos crimes.

“A Segurança Publica, para ter efetividade, necessita de investimento em recursos humanos, precisa ser estruturada com pessoas tecnicamente habilitadas e preparadas para exercer as funções que são a base para condenação de criminosos, por tudo se inicia nas investigações feitas na Polícia Civil. Hoje estamos treinados, foi investido tempo e dinheiro público em nossa academia de polícia e nos dedicamos a horas e horas de estudo, estamos aguardando para contribuir com a melhoria da Segurança Publica de nosso Tocantins“, enfatiza Ênio Walcácer, aprovado para o cargo de delegado no concurso da PC.

CONCURSO

O certame da Polícia Civil, realizado em 2014, trazia mais de 500 vagas diretas no edital. No entanto, o Governo ainda não cumpriu com todas as convocações.

Na primeira chamada, em maio deste ano, o Estado convocou 53 candidatos para o provimento dos cargos de delegado, 13 médicos legistas, 35 peritos, 63 escrivães, 44 agentes e 26 necrotomistas.

Já em agosto, o Diário Oficial do Estado (DOE) trouxe o nome dos cinco peritos, 31 delegados e 50 escrivães que serão nomeados. No entanto, conforme o edital, o governo ainda deve convocar os 175 aprovados remanescentes.

Desta forma, os 175 remanescentes ainda aguardam a nomeação final de 88 escrivães, 47 delegados e 40 peritos.

O aprovado para o cargo de perito, Heyder Monteiro, ressalta que a convocação desses candidatos irá atender não somente um grupo de aprovados, mas também toda uma sociedade que não suporta mais viver com tanta violência em um estado que deveria ser exemplo na segurança.

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