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STJ concede prisão domiciliar a advogada de Araguaína suspeita de integrar organização criminosa

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Advogada Elza da Silva Leite está presa há quase um ano

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, conceder prisão domiciliar à advogada de Araguaína, Elza da Silva Leite, durante julgamento de habeas corpus (HC nº 368510), nesta terça-feira (9), sob a relatoria do ministro Jorge Mussi. O órgão já expediu telegrama judicial ao Tribunal de Justiça do Tocantins comunicando a decisão.

A advogada está presa preventivamente desde o dia 21 de junho de 2016 por suspeitas de integrar organização criminosa destinada ao tráfico de drogas, falsidade ideológica, lavagem de capitais, além de favorecer detentos no Presídio Barra da Grota. Elza está recolhida em uma sala no 2º Batalhão de Polícia Militar de Araguaína.

O habeas corpus foi impetrado pelo advogado criminalista Wendel Araújo de Oliveira. Conforme a decisão do STJ, a prisão domiciliar deve vigorar até o julgamento final do caso pelas instâncias ordinárias.

No mês de março desse ano, o juiz Antônio Dantas, da 2ª Vara Criminal de Araguaína, condenou a advogada a 18 anos de prisão em regime fechado, além do pagamento de multa. O magistrado ainda negou o direito de recorrer em liberdade.

Conforme a sentença, a advogada movimentava contas bancárias de dois detentos do Presídio Penal Barra da Grota, usadas para operações de compra, venda e distribuição de entorpecentes, e fazia saques frequentemente “em favor de esposas e companheiras dos detentos e de outros comparsas”. Ela ainda teria vendido moedas estrangeiras – dólar, euro, pesos argentinos – roubadas de casa de câmbio localizada em Anápolis (GO).

A advogada também teria falsificado certidões de união estável dos detentos e mulheres, facilitando as visitas e possibilitando a entrada de drogas.

Entenda

Elza foi presa em junho do ano passado quando atendia um cliente no Presídio Barra da Grota, durante operação Fênix deflagrada pela DEIC. No total, os policiais civis cumpriram 12 mandados contra suspeitos de integrar organização criminosa especializada em tráfico de drogas.

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