Seet
Sobral – 300×100

UFT foi a primeira universidade a ofertar o curso de Engenharia Ambiental no Brasil, em 1992

Redação AF -
(Foto: Divulgação)
Criação do primeiro pomar universitário por alunos do curso de Engenharia Ambiental no Câmpus de Palmas da UFT.

Nesta terça-feira (31), é comemorado o Dia do Engenheiro Ambiental, e a Universidade Federal do Tocantins (UFT) foi a primeira faculdade a ofertar o curso de Engenharia Ambiental no Brasil. Na época, a UFT ainda era Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), em 1992.

O professor e coordenador substituto, Moisés Arantes, falou sobre a importância de haver um dia dedicado ao engenheiro ambiental. “As novas demandas do mercado estão cada vez mais preocupadas com as questões ambientais, e ter um dia específico para o profissional da engenharia ambiental valoriza a formação, e valoriza o próprio profissional no mercado de trabalho”, declarou.

Arantes também falou sobre os pontos positivos do curso de Engenharia Ambiental da UFT. “Podemos destacar que o curso já formou mais de 350 engenheiros ambientais, e a maioria deles atua na região Norte. A ideia da universidade é exatamente essa: suprir a necessidade do Estado. Felizmente, isso tem ocorrido. Além disso, a maioria dos nossos professores desenvolvem atividades voltadas à pesquisa e à extensão, e grande parte dos docentes tem dedicação exclusiva”, disse.

(Foto: Divulgação)
Projeto “Horta Mandala” conta com a participação de alunos do curso de Engenharia Ambiental do Câmpus de Palmas da UFT.

Segundo o professor do curso de Engenharia Ambiental da UFT, Eduardo Quirino, o engenheiro ambiental pode atuar em diversos segmentos. “O profissional da engenharia ambiental pode atuar como gerente no desenvolvimento de implantação de obras, ou como responsável técnico na elaboração de documentos para todos os tipos de licenciamento ambiental. Pode atuar ainda como servidor público nos setores de meio ambiente, ou ainda como técnico em órgãos de controle dando suporte às questões jurídicas ligadas aos problemas ambientais, além de poder atuar também nas áreas de pesquisa, ensino e extensão no âmbito das universidades ou institutos de pesquisa, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Além de tudo isso, o profissional de engenharia ambiental ainda pode se tornar consultor em diversas áreas relacionadas ao mapeamento de recursos naturais, proteção ambiental da fauna e da flora, entre outras questões”, declarou.

O professor ainda explica que o engenheiro ambiental, com especialização em outros cursos, encontra uma gama muito grande de atuação em outras áreas que não são especificamente ligadas à engenharia ambiental, mas sim a outras engenharias. “Dependendo da pós-graduação que o profissional fizer, ele também pode trabalhar com gerenciamento de imóveis rurais, ou como especialista em segurança do trabalho, entre outros segmentos”, disse.

Nesses quase 25 anos de curso, muitos projetos ligados à engenharia ambiental são desenvolvidos no Câmpus de Palmas da UFT, um deles é o de gestão de resíduos. O professor Aurélio Picanço explicou aspectos deste projeto.

“Trabalhamos com resíduos orgânicos, de construção civil, e eletroeletrônicos. Este trabalho visa o aprimoramento tecnológico da gestão desse resíduo para melhoria da qualidade de vida das populações nas cidades. Contamos com a participação de professores das mais diversas áreas, e o objetivo final é o desenvolvimento de tecnologias na área de resíduo de construção civil, e resíduos eletroeletrônicos, com a finalidade de criar um sistema de apoio à decisão para a gestão dos resíduos no município”, disse.

O reaproveitamento de resíduos sólidos de construção beneficiou o Câmpus de Palmas com intervenções na prainha da UFT, como ilustradas nas fotos desta matéria.

O aluno do 6º período de Engenharia Ambiental, Danillo Nunes, falou sobre sua experiência no curso. “As matérias que compõem a grade curricular do curso mesclam diversas áreas. Isso exige dos alunos uma visão ampla de inúmeros processos, e dentro da UFT, isso me motivou a desenvolver uma visão holística e crítica a respeito de questões socioambientais. Considero isso muito importante, pois além de acadêmico, o curso também me auxilia no crescimento como cidadão crítico”.

Comentários pelo Facebook: