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Vendedor ambulante que atirou em flanelinhas ao ser ameaçado deixa a prisão após 106 dias

Redação AF - |
Foto: AF Notícias
Vendedor ambulante deixa a prisão acompanhado do seu advogado.

O vendedor ambulante de Araguaína Luiz Soares Gomes, de 59 anos, deixou a Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota na tarde desta quinta-feira (7) após passar mais de 100 dias na prisão. Ele foi preso no dia 24 de maio após atirar em dois flanelinhas que o teriam ameaçado com um facão no seu local de trabalho. O fato aconteceu na Avenida Cônego João Lima.

Luiz acabou sendo denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo.

Mas, para a juíza Cirlene Maria de Oliveira, substituta da 1ª Vara Criminal de Araguaína, o vendedor não teve vontade de matar os flanelinhas (animus necandi), razão pela qual não deve responder por crime doloso contra a vida. Luiz foi defendido pelos advogados Marcelo Carvalho da Silva e Richerson Barbosa Lima.

Durante audiência, o vendedor revelou que os flanelinhas já tinham entrado em sua residência e tentado matá-lo no ano de 2016.

Segundo ele, no dia da confusão, os flanelinhas o abordaram e passaram a ameaçá-lo. Luiz disse que pediu para que fossem embora, contudo, foi encurralado pela dupla. Um deles estava com um facão na cintura. Diante disso, o vendedor pegou o revólver e efetuou os disparos.

“O acusado (vendedor) contou que as vítimas já o tinham roubado e ameaçado, bem como estava com essa arma justamente por causa dessas ameaças que lhe foram feitas”, disse uma testemunha.

Outra testemunha, que presenciou o episódio, confirmou que o vendedor foi ameaçado. “Um deles teria se aproximado de Luiz, quase que o agredindo. O vendedor, então, pegou uma cadeira para se defender; mesmo assim, eles ficavam “em cima”. Um deles, que portava uma bolsa, fez gesto como se fosse tirar alguma coisa de dentro. Foi nessa hora que o vendedor deu uns dois passos para trás e efetuou os disparos”, contou a testemunha.

A juíza concluiu que Luiz não teve a vontade de matar os flanelinhas, pois, caso contrário, poderia prosseguir efetuando mais tiros. “O acusado, se quisesse, poderia ter matado Kaique e Ronevaldo, até porque ainda possuía em torno de seis munições consigo”, concluiu a decisão.

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