Veja como atuava cada suspeito

Brito Miranda executa atos na gestão como se de fato fosse governador do Tocantins, diz PF

Por Redação AF
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29/11/2016 18h59 - Atualizado há 1 semana
A Polícia Federal detalhou como atuava cada um dos envolvidos no suposto esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro no Estado do Tocantins, investigado pela Operação Reis do Gado. Brito Miranda, que é pai do governador, e o irmão Brito Júnior, seriam os principais articuladores do esquema que movimentou mais de R$ 310 milhões em contratos de obras e serviços com o Governo do Estado. O esquema foi descoberto pelo ex-laranja da Família Miranda, identificado como Alexandre Fleury. Ao detalhar a atuação de cada suspeito, a PF afirmou que Brito Miranda "tem executado atos na gestão do seu filho como se de fato fosse o governador". Chama a atenção também o fato de que o empresário de Araguaína, Rossine Aires Guimarães, teria repassado, na forma de propina, uma fazenda de R$ 19 milhões para a família Miranda. O outro empresário, também de Araguaína, Marcus Vinicius (Marquinhos da MVL) teria pago R$ 2 milhões ao caixa 2 da campanha de Marcelo Miranda para pegar os contratos de construção do Estádio Mirandão e da sede do Igeprev, no valor de R$ 30 milhões. Veja como atuava cada um dos principais suspeitos. José Edmar Brito Miranda – Ex-secretário de Infraestrutura, responsável por todos os pagamentos nos contratos suspeitos de fraudes; Recebeu a Fazenda Ouro Verde, com origem suspeita; tem executado atos na nova gestão como se de fato fosse o governador do Estado do Tocantins; José Edmar Brito Miranda Júnior – Principal beneficiário dos bens transferidos por Alexandre Flueury (laranja e delator do esquema) nos dois primeiros mandatos de Marcelo Miranda; coordenador da campanha eleitoral de 2006 e recebedor de caixa 2 para a campanha. Maria da Glória Carvalho Miranda – irmão de Marcelo Miranda; juntamente com Brito Júnior recebeu todo o patrimônio de Alexandre Fleury, após o fim da relação de “laranja” com a Família Miranda. Luiz Pereira Martins – Responsável pela engenharia de lavagem de dinheiro e bens, utilizando-se de suas empresas, com transações de propriedades rurais e gado, beneficiário de contratos suspeitos com o Estado do Tocantins. Antônio Lucena Barros – braço operacional de Luiz Pereira Martins; participou da compra de 3 das 4 fazendas investigadas. Rossine Aires Guimarães – Proprietário da CRT – Construtora Rio Tocantins, beneficiada em contratos com o Estado. Repassou, na forma de propina, uma fazenda de R$ 19 milhões para a família Miranda. José Miguel Santos Peixoto – Beneficiado em mais de R$ 300 milhões em contratos com o Estado do Tocantins; ganhou contrato de R$ 2,5 milhões e aguarda outro de mais de R$ 100 milhões, com auxílio de Brito Junior. Alex Peixoto dos Santos – beneficiado em mais de R$ 300 milhões em contrato com o Estado do Tocantins; suspeita de fraude em contrato com Municípios, com auxílio de Brito Júnior. Alaor Jual Dias Junqueira – responsável pela “maquiagem” de toda parte fiscal de Alexandre Fleury, visando lavar o dinheiro e bens que estiveram em nome e posse de Alexandre. Marcus Vinicius Lima Ribeiro – empresário que entregou mais de R$ 2 milhões para Alexandre Fleury na forma de caixa 2 para a campanha de Marcelo Miranda em troca de contratos de obras de R$ 30 milhões (Estádio Mirandão em Araguaína e sede do Igeprev em Palmas). Sérgio Leão – Secretário de Infraestrutura do Estado do Tocantins; homem de confiança da Família Miranda, responsável por pagamentos de contratos com suspeita de fraude por construtoras; responsável pela licitação que beneficiou José Peixoto em contrato de R$ 2,5 milhões da Seduc. Carlos Gomes Cavalcante Mundim Araújo – Presidente da Comissão de Licitação da Seduc, foi visto em atos comemorativos com Brito Júnior e José Peixoto após a empresa de Peixoto, MCDE, ganhar licitação de R$ 2,5 milhões da Seduc. Alex Câmara – auxiliou Brito Júnior no recebimento de caixa 2 em campanha eleitoral de 2008 e também de 2014 (caso avião em Goiás – Piracanjuba), na campanha de Marcelo Miranda; envolvido na concessão irregular de emissora de rádio para canalizar recursos públicos de prefeituras. CONFIRA A DECISÃO DO STJ

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