Operação Jogo Limpo

Vereadores consolam Folha, falam em espetáculo e criticam "roupa de presidiário"

Por Redação AF
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09/08/2018 19h24 - Atualizado há 1 mês
O presidente da Câmara de Palmas, vereador José do Lago Folha Filho (PSD), preso durante a operação Jogo Limpo, recebeu o consolo e apoio de colegas durante a sessão desta quinta-feira (9). Folha e os vereadores Rogério Freitas e Major Negreiros são suspeitos de integrar um esquema criminoso que desviou cerca de R$ 7 milhões dos cofres da Prefeitura de Palmas através de convênios com entidades e associações esportivas. O dinheiro teria irrigado campanhas eleitorais em 2014, na gestão do ex-prefeito Carlos Amastha (PSB). Na sessão, o vereador Milton Neris (PP) defendeu Folha e criticou o que chamou de 'excessos' ocorridos durante a operação. "Vossa excelência é um homem público e está sujeito a quaisquer questionamentos. O que não posso concordar é com a forma como trataram o senhor e este parlamento. A Fundesportes, cujo secretário também é investigado, não foi exposta como a Câmara", criticou Neris. O vereador também questionou a necessidade do que ele chamou de "espetáculo com os parlamentares investigados". “Não entendo por que o presidente desta Casa teve que usar roupa de presidiário e ser exposto para a imprensa da forma que aconteceu. A polícia deve apurar os fatos e cumprir todo o processo legal. Não defendo o que é errado eu defendo esta Casa e este parlamento não está sob investigação”, continuou Neris. Os vereadores Tiago Andrino (PSB) e Gerson Alves (PSL) também saíram em defesa do investigado. "Cada pessoa ou instituição deve ter o direito de se defender e de não receber um pré-julgamento", disse Andrino. FOLHA DIZ QUE É INOCENTE Folha também falou sobre a investigação e disse ser "inocente". O presidente da Câmara ressaltou que apoia o trabalho da polícia, que deve garantir o cumprimento da Lei e proporcionar segurança para a população. “A Justiça me deu a oportunidade de esclarecer as coisas e com certeza sairei mais fortalecido de tudo isso, muito mais forte do que entrei”, destacou. Folha aproveitou para exaltar sua trajetória até a vida pública. "Fui torneiro mecânico, vendedor ambulante que trabalhou nas ruas, na praia. Escolhido pela população para representá-la neste parlamento. Esse é o trabalho que desenvolvi na minha vida, eles não conhecem a minha história", pontuou.

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