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Eleições 2020

Acorrentado na porta da CGU, Amastha inicia greve de fome por causa de operação da PF

O efeito da operação pode ser devastador nas pretensões políticas do seu grupo.

Por Nielcem Fernandes 4.002
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27/07/2020 09h13 - Atualizado há 1 semana
Carlos Amastha

Revoltado com a Operação Carta Marcada, deflagrada pela Polícia Federal no dia 21 de julho para investigar um suposto esquema de corrupção na Prefeitura de Palmas, o ex-prefeito Carlos Amastha (PSB) iniciou um protesto em frente à Controladoria Geral da União (CGU).

Faltando menos de quatro meses para as eleições municipais, a operação levou à prisão vários ex-secretários da gestão de Amastha e respingou nas pretensões políticas do seu grupo, que tem o vereador Tiago Andrino como pré-candidato a prefeito da capital pelo PSB.

Na tentativa de evitar o sepultamento da sua breve carreira política, o ex-prefeito resolveu radicalizar.

Em vídeo publicado nas redes sociais na manhã desta segunda-feira (27), Amastha anunciou greve de fome e se acorrentou na porta da Controladoria Geral da União (CGU), em Palmas, exigindo que o órgão convoque uma coletiva de imprensa para apresentar as provas da investigação que apura desvios de R$ 15 milhões em contratos de locação de veículos para atender a prefeitura durante sua gestão.

"Acorrentado na porta da CGU e iniciando greve de fome. Apenas água até ser atendido pelo superintendente em companhia da imprensa. Exijo restituir a minha honra", publicou Amastha.

"Engraçado, né? Quando foi para falar mal da gente, estava lá em cadeia nacional, falando um monte de inverdade. Quando eu venho, por que quero me mostrar, explicar e resolver essa situação, não consigo. Esse é o direito do cidadão brasileiro. A gente pode ser escrachado pelas instituições sem direito de defesa (sic)", acrescentou.

Já por volta das 8h, Amastha voltou às redes para anunciar que iria ser recebido por Leandro da Cruz Alves, superintendente da CGU no Tocantins e reafirmou sua inocência.

Leandro, superintendente da CGU, veio falar comigo. Foi discutir com os seus pares se atende meu pedido. Quero entregar a documentação na presença da imprensa. Apenas isso”, disse.

 

Amastha exigiu uma coletiva de imprensa para entregar documentos que comprovariam sua inocência

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