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Arnaldo Filho

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Filadélfia

Esquema em folha de pagamento de prefeitura desviou quase R$ 1 milhão, diz auditoria

Apenas uma servidora teria recebido indevidamente R$ 350 mil.

Por Arnaldo Filho 4.949
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06/09/2021 14h28 - Atualizado há 1 mês
Prefeitura de Filadélfia (TO)

Uma auditoria na folha de pagamento da Prefeitura de Filadélfia, no norte do Tocantins, descobriu um suposto esquema de corrupção que teria causado um rombo de quase R$ 1 milhão aos cofres públicos apenas em 2020, último ano da gestão do ex-prefeito Mizô Alencar (DEM).

A auditoria foi realizada pela empresa Dominium Contábil, a pedido do atual prefeito David Sousa Bento, do Republicanos.

Após a descoberta do esquema, a prefeitura abriu Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra os envolvidos e já demitiu cinco servidores efetivos e destituiu uma servidora que ocupava cargo em comissão. Os nomes foram publicados no Diário Oficial do Município no dia 26 de agosto de 2021.

O rombo aos cofres públicos apenas com esses casos teria sido de R$ 901.318,17 (novecentos e um mil trezentos e dezoito reais e dezessete centavos). Porém, há suspeitas de envolvimento de outras pessoas e o prejuízo pode ser ainda maior.

Em abril de 2021, a Prefeitura de Filadélfia publicou no Diário Oficial a instauração de PAD contra 19 pessoas supostamente envolvidas no esquema, incluindo o ex-prefeito, ex-secretários municipais e servidores públicos.

Segundo os decretos de demissão, a auditoria no Setor de Recursos Humanos identificou divergências na folha de pagamento da Prefeitura Municipal, do Fundo Municipal de Saúde e também do Fundo de Educação. Foram analisados extratos bancários das contas do município e as fichas financeiras dos servidores.

Conforme apurado pelo AF Notícias, alguns servidores recebiam salários duas ou três vezes, e até acima dos valores devidos, em um único mês. Conforme o processo administrativo, apenas uma servidora teria recebido indevidamente R$ 350 mil. Outro servidor recebeu R$ 217 mil. Há também casos de professores que teriam recebido R$ 25 mil, R$ 102 mil e até R$ 205 mil de forma indevida apenas no ano passado.

“Ficou comprovado que a conduta do servidor [...] infringiu os deveres e obrigações do Regime Jurídico, sendo constatada conduta grave de improbidade administrativa e lesão ao erário público”, diz um dos decretos.

A prefeitura vai comunicar as irregularidades ao Ministério Público do Tocantins (MPTO) e também à Polícia Federal em razão do desvio de verbas federais da saúde e educação.

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